As novas cepas do coronavírus descobertas na última semana, principalmente a britânica, tem assustado a população que clama pelo fim da pandemia. A inglesa é a mais preocupante e pode ser de 50% a 70% mais transmissível. Além dela, tem a sul-africana, mas sobre essa ainda não há dados suficientes para comprovar que ela oferece mais risco. “Uma preocupação é que a B.1.1.7 (variante britânica) se torne dominante globalmente, com sua alta transmissibilidade, e leve a outra onda muito, muito ruim. Acho que estamos entrando em uma fase imprevisível agora”, afirmou Jeremy Farrar, especialista em doenças infecciosas, à revista Science. Com a variante já tendo sido identificada em 30 países (inclusive no Brasil), a virologista Emma Hodcroft, da Universidade de Basel, na Suíça, acredita que este momento soa como um “alarme”, e precisamos aproveitar a chance para evitar que o vírus se espalhe ainda mais. Para tentar controlar a variante, o Reino Unido decidiu entrar em lockdown novamente. Os pesquisadores defendem que é o momento de prestar atenção no que está acontecendo no Reino Unido e se preparar para evitar mais uma onda da doença. As vacinas devem ajudar neste controle, mas podem não ser suficientes: enquanto a população vai sendo imunizada, é preciso que os grupos que não são de risco continuem seguindo as recomendações.
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A previsão do Ministério da Saúde é que 24,7 milhões de doses de vacinas estejam disponíveis em janeiro. “O cronograma de distribuição e imunização é um anexo do nosso plano de imunização”, disse Pazuello, ao acrescentar que o cronograma pode sofrer mudanças. “Você faz a previsão quando contrata, mas às vezes adianta, às vezes atrasa, e a gente vai atualizando esse cronograma.” A expectativa de Pazuello é que alguns grupos prioritários comecem a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 no final de janeiro. A vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro. Segundo o ministro, a vacinação da população em geral deve começar cerca de quatro meses após o término da imunização dos grupos prioritários. “São quatro grandes grupos prioritários e, após esses grupos prioritários, que a gente visualiza 30 dias para cada grupo prioritário, a gente começa a vacinar a população dentro das faixas etárias”, disse Pazzuelo. Segundo o ministro, esses 30 dias seriam suficientes para aplicar as duas doses da vacina.










