Os casos de furto e roubo à bombas submersas dispararam nos últimos dias em Brumado em relação ao mesmo período do ano passado. Só nos últimos 30 dias, foram registrados 5 roubos na comunidade de Cristalândia. O morador José Faustino da Costa, de 56 anos, foi uma vítima dos meliantes. “Escutei um barulho, saí, acendi a luz de fora e comecei a olhar. Porém, eu não vi nada e voltei a dormir. Só no outro dia, de manhã, é que senti falta da bomba. Comecei a procurar rastros, e encontrei uma parte da cerca cortada”, afirma Faustino. Com medo dos criminosos, moradores cada vez mais tentam proteger o bem e colocando concreto ao redor do poço, ou colocando grade de proteção. Mas mesmo assim, conseguem quebrar a grade e levar. "Eles não fazem isso sozinhos, tem muita gente pra ajudar, porquê uma bomba dessa, é pesada", conta o agricultor. “Devido aos furtos, que estão demais, a gente tá pensando em sair da roça e ir para a cidade, eles estão roubando mesmo, e o nosso dinheiro não da mais pra comprar outra bomba, que custa R$ 2 mil”, diz Faustino. A Polícia Militar tem intensificado as rondas na zona rural, mas boa parte do patrulhamento acontecem na parte do dia. E segundo os moradores, os furtos só acontecem a noite. “Existe o ladrão de rua e o ladrão que quer roubar os bens do trabalhador rural. Então estamos sujeitos a isso diariamente”, lamentou, Silvan dos Santos Lima, morador da Fazenda Riachão, que também teve sua bomba roubada pela segunda vez em menos de um ano.
Segundo ele, os ladrões estão mais especializados neste tipo de ação, porque no seu caso, ele percebeu que o meliante usou bastante ferramentas para remover sua bomba do local, um poço com 150 metros de profundidade. "Me admiro que precisou de três funcionários para que a empresa que veio na minha casa instalar a bomba para segurar os canos, que são bem pesados e a bomba. Eles gastaram cerca de duas horas pra instalar. E ai vem um ladrão, e... sei lá, menos de 20 minutos tirar a bomba e largar os canos tudo ai", disse em tom de revolta Silvan. A redação do 97NEWS tem recebido várias denúncias de furtos a bombas na zona rural. O que chama a atenção das autoridades, é que, sem tem furto, também tem o interceptador, ou seja aquele que compra o produto roubado, e pelo Código Penal, prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos para o caso geral e de 3 a 8 anos para a receptação qualificada, caracterizada por ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar coisa que se deva saber ser fruto de crime de furto ou roubo. Então, a melhor sugestão é não se tornar cúmplice do mal. Evitar o produto roubado, contrabandeado e falsificado. É a única atitude correta. Nada do que fazemos em coletivo têm apenas efeitos individuais.