Uma possível mudança nas regras de distribuição das sobras eleitorais poderá provocar alterações significativas na composição das bancadas da Bahia na Assembleia Legislativa (Alba) e na Câmara dos Deputados. Uma simulação feita pelo Jornal A Tarde, baseada em um novo critério de cálculo aponta que sete cadeiras na Assembleia e seis na Câmara poderiam mudar de ocupantes caso a regra fosse aplicada às eleições de 2026. A discussão está no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8.036, apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). O processo, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, questiona o atual método de distribuição das vagas remanescentes, conhecido como sistema das maiores médias. A proposta considera uma redistribuição das cadeiras a partir dos votos que não foram convertidos em vagas na primeira etapa da divisão proporcional.
Hilton Coelho e Bete de Zé Aguidônio poderiam ser beneficiados na Alba
Na Assembleia Legislativa da Bahia, a projeção aponta sete possíveis mudanças. Entre os nomes que poderiam conquistar uma cadeira está o deputado Hilton Coelho (PSOL), que obteve 64.500 votos. A federação PSOL/Rede somou 207.058 votos válidos e conquistou uma vaga na distribuição inicial, mantendo um saldo de 77.475 votos. Outro possível beneficiado seria o MDB, que poderia garantir uma cadeira para a primeira suplente Bete de Zé Aguidônio, que recebeu 44.723 votos.
Também aparecem entre os possíveis novos integrantes da Alba:
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Marcelinho Veiga (PP);
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Quinho Tigre (PSD);
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Douglas Pithon (Republicanos);
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Tenóbio (PL);
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Anderson Ninho (PSDB).
Sete deputados estaduais poderiam perder as cadeiras
Na outra ponta da simulação, sete parlamentares poderiam deixar a Assembleia Legislativa caso o novo critério fosse aplicado:
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Ludmilla Fiscina (PSD);
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Marquinho Viana (PV);
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Neusa Cadore (PT);
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Euclides Fernandes (PT);
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Soldado Prisco (PL);
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José de Arimateia (Republicanos);
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Cacau da Mata (PDT).
A possível alteração também atingiria a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que poderia perder duas cadeiras com a saída de Neusa Cadore e Euclides Fernandes.
MDB e PSB poderiam ampliar representação na Câmara
Na Câmara dos Deputados, a simulação aponta seis possíveis mudanças na bancada baiana. O MDB poderia conquistar uma cadeira com Jayme Vieira Lima, que recebeu 115.292 votos. Já o PSB poderia garantir uma vaga para a deputada Lídice da Mata, primeira suplente da legenda.
Outros nomes que poderiam ser beneficiados são:
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Arthur Maia (União Brasil);
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Leandro de Jesus (PL);
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Soldado Correa (Republicanos);
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Duda Sanches (PSDB).
Seis deputados federais poderiam perder o mandato
Caso a mudança seja aprovada e aplicada ao pleito de 2026, seis deputados federais eleitos pela Bahia poderiam perder suas cadeiras:
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Joseildo Ramos (PT);
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Capitão Alden (PL);
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Manuel Rocha (União Brasil);
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Charles Fernandes (PSD);
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Elmo Vaz (Avante);
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Félix Mendonça Júnior (PDT).
A possível redistribuição atingiria partidos de diferentes correntes políticas, incluindo PT, União Brasil, PSD, PL, Avante e PDT.
Decisão do STF será determinante
Apesar das projeções, as mudanças não são automáticas. Para que haja qualquer alteração na composição das bancadas, o STF precisará analisar o questionamento e decidir se o atual modelo de distribuição das sobras eleitorais é constitucional. Caso a Corte acolha a ação e determine a aplicação de um novo entendimento às eleições de 2026, a Justiça Eleitoral deverá recalcular a distribuição das vagas conforme os critérios estabelecidos pelos ministros. Até lá, os nomes apontados como possíveis beneficiados ou prejudicados permanecem apenas no campo das simulações.




















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