Uma campanha de conscientização do Outubro Rosa mudou a vida de Maria José Monteiro, analista de Sistema da Qualidade da mineradora RHI Magnesita, em Brumado, no sudoeste da Bahia. Aos 41 anos, ela não apresentava dores, caroços ou nódulos nas mamas e não tinha histórico familiar próximo de câncer de mama. Mesmo assim, decidiu realizar uma mamografia durante uma ação promovida pela empresa, em 2022. O exame identificou a doença e deu início a uma jornada de tratamento e superação. Maria conta que a decisão veio após uma conversa durante o horário de almoço com um amigo, que também é enfermeiro da unidade onde trabalha. Até então, ela acreditava que a mamografia era indicada somente a partir dos 50 anos. “Eu tinha 41 anos. Fiz a mamografia por causa da campanha. Nunca tinha sido solicitada uma mamografia para mim antes”, relata. Após o primeiro exame, Maria passou por ultrassonografia, biópsia e outros procedimentos complementares até a confirmação do diagnóstico. O tratamento incluiu quimioterapia, cirurgia e imunoterapia. Atualmente, ela realiza hormonioterapia e está em remissão. O diagnóstico provocou medo e insegurança, especialmente pela preocupação com a filha. “Quando recebi, pensei que ia morrer. Pensei logo: ‘Vou deixar minha filha’”, lembra. Para enfrentar o período, Maria encontrou forças na fé e contou com o apoio da família, dos amigos e dos colegas de trabalho. Durante mais de um ano, ela trabalhou em regime de home office, mantendo parte da rotina profissional mesmo durante o tratamento. “Você se sente útil. Apesar de estar doente, você consegue continuar fazendo o que fazia”, afirma.
Brumado: Campanha Outubro Rosa de mineradora leva à descoberta de câncer de mama em funcionária
Foto: Arquivo pessoal
Foto: arquivo A experiência também transformou a maneira como ela enxerga a vida. Hoje, Maria procura aproveitar melhor o tempo e valorizar os momentos ao lado das pessoas próximas. Na empresa, também utiliza conversas e oportunidades de diálogo para incentivar outras pessoas a cuidarem da saúde. “Vivo todos os dias. Descobri a doença no início, fiz o tratamento e, hoje, em remissão, tento desfrutar ao máximo a minha vida”, destaca. Maria acredita que talvez não tivesse realizado o exame naquele momento sem o incentivo da campanha empresarial. “Sem a campanha, talvez eu não tivesse curiosidade em fazer os exames, porque não era nem da faixa etária. De repente, eu não estaria aqui conversando com você”, afirma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a identificação do câncer de mama em estágio inicial aumenta o potencial curativo do tratamento. A história reforça a importância da informação, do acompanhamento médico e da atenção à saúde das mamas, inclusive entre mulheres que não apresentam sintomas ou não possuem histórico familiar próximo. O relato de Maria José mostra como uma iniciativa de conscientização pode contribuir para que uma pessoa procure atendimento e descubra uma doença ainda em fase inicial. Em Brumado, a experiência também reforça a relevância de ações que aproximem informação, acesso aos exames e cuidado com a saúde da mulher.





















Comentários