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Rede municipal de Brumado desenvolve atividades do Julho das Pretas e reforça educação antirracista nas escolas

Foto: Divulgação

A rede municipal de ensino de Brumado promove, durante o mês de julho, uma série de atividades em alusão ao Julho das Pretas, movimento que valoriza a mulher negra latino-americana e caribenha e incentiva o combate às desigualdades de gênero e raça por meio da educação. A iniciativa integra o calendário pedagógico das escolas municipais e envolve estudantes do Ensino Fundamental II. Celebrado nacionalmente desde 2013, o Julho das Pretas amplia o debate sobre direitos, resistência, identidade e protagonismo das mulheres negras. Em Brumado, a temática começou a ser trabalhada nas escolas em 2025 e, neste ano, foi ampliada para todas as unidades da rede municipal que atendem o Ensino Fundamental II. De acordo com a coordenadora do Ensino Fundamental II, professora Ana Lúcia Gama, a expansão do projeto representa um importante avanço na valorização da cultura afro-brasileira e na formação cidadã dos estudantes. Ela destaca que a escola desempenha um papel essencial na promoção da igualdade, do respeito à diversidade e na construção de uma sociedade mais justa, por meio de práticas pedagógicas que fortalecem a representatividade e o reconhecimento da identidade negra. Além das discussões em sala de aula sobre direitos, deveres, resistência e pautas contemporâneas, os alunos participaram de oficinas realizadas no turno integral. Durante as atividades, conheceram a história dos turbantes africanos e aprenderam técnicas de confecção e amarração da tradicional peça. Mais do que um acessório, o turbante é reconhecido como um símbolo de resistência, identidade e ancestralidade. Ao longo da história, suas diferentes formas de uso representaram identidade étnica, posição social e estado civil em diversas culturas africanas. Nas Américas, tornou-se um importante símbolo da luta contra a escravidão e o racismo, além de possuir forte significado espiritual nas religiões de matriz africana. Todo o trabalho desenvolvido nas escolas está fundamentado na Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica. A legislação busca promover o reconhecimento da contribuição dos povos africanos e afro-brasileiros para a formação da sociedade brasileira, fortalecendo uma educação voltada para a diversidade, a inclusão e o enfrentamento ao racismo.



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