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Professora baiana lança livro sobre letramento racial e participa de homenagem a Maria Felipa em Salvador

Foto: Divulgação

A professora e pesquisadora baiana Lucineide Santos Vieira, conhecida como professora Lucyy Vieira, participa neste sábado (4) do lançamento do livro Letramento Racial na USP: um percurso, durante evento realizado no Museu das Favelas, a partir das 14h. A publicação reúne reflexões e experiências sobre a construção do letramento racial no âmbito do programa USP-Escola e conta com a colaboração de educadores de diversas regiões do país. Organizada por Raimundo Nonato da Silva Filho, a coletânea reúne textos de 20 autores. Única representante da Bahia entre os participantes, Lucyy Vieira assina o capítulo Letramento Racial no USP-Escola: um aquilombamento pedagógico, no qual apresenta experiências desenvolvidas como professora da rede pública estadual e pesquisadora da educação para as relações étnico-raciais. Mestra em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia, especialista em História da África e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, a educadora atua nas áreas de educação antirracista, formação de professores, valorização das histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas, além da implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Lucyy também é autora do livro Maria Felipa: a heroína negra, entre silenciamentos e resistências, resultado de sua pesquisa de mestrado, publicado pela Editora África e Africanidades e lançado durante a Bienal do Livro da Bahia>, no estande das professoras e escritoras do Coletivo Leia Bahia.

Segundo a pesquisadora, o interesse pelo letramento racial surgiu da prática cotidiana em sala de aula. "No cotidiano escolar, percebi a necessidade de desenvolver práticas pedagógicas que possibilitassem a compreensão crítica do racismo estrutural, das desigualdades raciais e da valorização das identidades negras. Desde 2023, vivencio a experiência formativa do USP-Escola, espaço que ampliou minhas reflexões sobre educação antirracista e fortaleceu o diálogo entre universidade e escola básica, contribuindo significativamente para a construção das reflexões apresentadas nesta obra", afirmou. A educadora destaca que a principal motivação para escrever o capítulo foi compartilhar práticas pedagógicas e reflexões capazes de contribuir para a formação crítica dos estudantes diante do racismo estrutural e das desigualdades raciais. Para ela, a educação desempenha papel fundamental na promoção da justiça social e na construção de uma sociedade mais equitativa. Lucyy Vieira também ressaltou o significado de integrar a publicação como única autora baiana. "É motivo de alegria, gratidão e responsabilidade. Como professora da rede pública da Bahia, mulher negra, pesquisadora nordestina e única autora baiana desta edição, sinto-me honrada por representar a produção intelectual construída em nosso estado. Estar nesse lançamento reafirma a importância de ampliar a circulação dos saberes produzidos por educadores da escola pública e fortalece a presença da Bahia no debate nacional sobre educação antirracista e equidade racial."

Ocupação da Praça Maria Felipa

Além do lançamento do livro, Lucyy Vieira participa nesta sexta-feira (3) da 3ª edição da Ocupação da Praça Maria Felipa, localizada ao lado do Mercado Modelo, no bairro do Comércio, em Salvador. A atividade integra a programação do Julho das Pretas 2026 e será realizada das 15h30 às 17h30, reunindo movimentos sociais, educadores, artistas e ativistas em homenagem à heroína negra Maria Felipa. A programação inclui roda de conversa, sarau, cortejo cultural e homenagens ao monumento de Maria Felipa, reforçando a importância da preservação de sua memória e do reconhecimento do protagonismo das mulheres negras na história do Brasil.



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