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Bahia ainda enfrenta desafios para universalizar saneamento básico, aponta estudo

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Mesmo sendo um dos principais destinos turísticos do Brasil, a Bahia ainda convive com graves déficits na área de saneamento básico. Dados do estudo Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Bahia, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, revelam que milhões de baianos permanecem sem acesso a serviços essenciais. Segundo o levantamento, em 2024 cerca de 3 milhões de pessoas viviam em residências sem acesso à água tratada no estado. A situação é ainda mais crítica quando se trata da coleta de esgoto: 58,4% da população das cidades baianas não estava conectada à rede geral. O estudo aponta que aproximadamente 780 milhões de litros de esgoto não tratado são despejados diariamente em rios e praias da Bahia. Atualmente, o estado apresenta 83% de cobertura de abastecimento de água, enquanto apenas 42% da população possui acesso à coleta de esgoto. Do total de esgoto gerado, somente 47% recebe tratamento antes de retornar ao meio ambiente, o que contribui para a poluição hídrica e o aumento de doenças relacionadas à falta de saneamento. De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o lançamento de esgoto sem tratamento impacta diretamente a saúde pública, o meio ambiente e a qualidade de vida da população. Os reflexos da deficiência estrutural também aparecem nos indicadores de saúde. Em 2024, a Bahia registrou 23 mil internações por doenças associadas à ausência de saneamento básico, além de 340 mortes relacionadas a enfermidades que poderiam ser evitadas com serviços adequados. O estudo estima que, com a universalização do saneamento, o estado poderia alcançar uma economia anual de R$ 1,18 bilhão em gastos com saúde, resultado da redução de doenças de veiculação hídrica. O levantamento projeta ganhos econômicos e sociais significativos caso a Bahia avance até 2040, prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento Básico para universalização dos serviços. Especialistas alertam que a ampliação dos investimentos em saneamento básico é essencial para reduzir impactos ambientais, melhorar os indicadores de saúde e sustentar o crescimento econômico de um estado cuja vocação turística depende diretamente da preservação ambiental e da infraestrutura urbana.



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