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Professor brumadense de 29 anos morre de infarto no Tocantins após falta de apoio da Seduc

Foto: Reprodução Redes Sociais

Carlos Eduardo Meira Batista, conhecido como professor Kadu, de 29 anos, faleceu no último domingo (31/8), vítima de um infarto, na cidade de Recursolândia (TO). Natural de Brumado, Sudoeste baiano, o educador lecionava História na Escola Estadual Recurso I, onde atuava desde janeiro deste ano. Seu falecimento expôs uma série de denúncias envolvendo condições de trabalho, saúde mental e falta de apoio institucional. Recém-efetivado na Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc), Kadu havia protocolado ao menos três pedidos de remoção da unidade escolar onde trabalhava, todos acompanhados de laudos médicos que indicavam necessidade de tratamento fora da cidade. O primeiro foi negado por ele ainda estar em estágio probatório. O segundo pedido, aprovado recentemente, teria sua publicação oficializada apenas na segunda-feira (1º), um dia após sua morte. De acordo com relatos de amigos e colegas de trabalho, o professor vinha enfrentando pressões psicológicas severas no ambiente escolar. As denúncias incluem assédio por parte de colegas, bullying praticado por alunos e até agressões simbólicas, como o arremesso de bolinhas de papel contendo pedras durante as aulas. A situação afetou diretamente a saúde mental do educador. Amigos relatam que ele passou a fazer uso de três medicamentos de tarja preta por conta do estresse e da ansiedade gerados pela rotina escolar. Sem plano funerário, a família e amigos do professor iniciaram uma campanha de arrecadação para custear o translado do corpo até Brumado (BA), onde ele será sepultado. A meta é levantar R$ 11.700, valor necessário para cobrir despesas com transporte, salão funerário e enterro. As doações estão sendo recebidas via Pix: 77999576323, em nome de Natália Santos Franco, mãe do filho de Kadu. O prefeito de Recursolândia, Vinícius Barbosa, divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade à família, colegas e alunos. Nas redes sociais, ex-alunos e professores também prestaram homenagens, destacando o amor de Kadu pela educação e sua dedicação à História. Em nota, a Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc) lamentou a morte do servidor e explicou que o primeiro pedido de remoção foi negado com base na Lei Estadual nº 1.818/2007 e na Instrução Normativa Geral nº 02/2015, que proíbem a remoção de servidores em estágio probatório, salvo por decisão judicial. O segundo pedido havia sido aprovado e estava com publicação prevista para o dia seguinte ao falecimento. A Seduc não se pronunciou sobre as denúncias de assédio moral e bullying sofridas pelo professor.



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