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Bahia tem pior índice de alfabetização infantil do país: apenas 36% das crianças aprendem a ler e escrever no tempo certo

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Em um retrato preocupante da educação básica na Bahia, dados divulgados na última sexta-feira (11) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que o estado amarga o pior desempenho do país em alfabetização infantil. Segundo o Indicador Criança Alfabetizada, apenas 36% das crianças baianas do segundo ano do ensino fundamental foram consideradas alfabetizadas em 2024. A média é muito inferior ao resultado nacional, que chegou a 59,2% — ainda aquém da meta de 60% estipulada para o ano, mas com leve avanço em relação a 2023, quando o país registrou 56%. A Bahia, por outro lado, recuou, contrariando a tendência nacional de crescimento. O levantamento mostra que, entre os 398 municípios baianos avaliados, 352 (equivalente a 84%) apresentaram índices em que menos da metade dos alunos está alfabetizada na idade adequada. Ou seja, em 8 a cada 10 cidades da Bahia, mais da metade das crianças não consegue ler ou escrever de forma adequada ao final do segundo ano do ensino fundamental. Esses números integram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), política do Ministério da Educação (MEC) que visa garantir a alfabetização de, no mínimo, 80% das crianças brasileiras até 2030. O cenário expõe não apenas uma crise estrutural no ensino público baiano, mas também um alerta urgente para a formulação de políticas mais eficazes na formação docente, no acompanhamento pedagógico e no investimento nas séries iniciais da educação básica. Com a pior colocação no ranking nacional, a Bahia precisa acelerar esforços para reverter esse quadro que compromete o futuro de milhares de estudantes.



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