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Comunidade de Matriz Africana publica nota repúdio por 'Racismo Institucional' durante benção ecumênica do novo Prefeito de Brumado

Foto: Reprodução

Na última sexta-feira (3/01), a Comunidade de Matriz Africana de Brumado, lançou uma Nota de Repúdio se referindo a uma situação de "Racismo Institucional" durante uma benção ecumênica realizada no gabinete do atual prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes (Avante). Conforme a nota da Comunidade, no dia da cerimônia, 02 de janeiro, o gestor teria convidado apenas um pastor e um padre para o evento. "Pois o mesmo, no exercício de sua função pública, organizou um culto ecumênico como parte das cerimônias de sua posse, porém, de maneira deliberada e discriminatória, deixou de convidar representantes do Candomblé, religião de matriz africana com forte presença na regido", diz parte da nota. No documento, a Comunidade de Matriz Africana  afirma que a omissão intencional por parte do prefeito não apenas desrespeita a diversidade religiosa do município, mas também configura uma clara manifestação de racismo institucional. "Ao excluir o Candomblé do evento ecumênico, o Prefeito demonstrou preconceito e discriminação contra uma importante parcela da população local, ferindo os princípios constitucionais de igualdade e liberdade religiosa, bem como internamente causando danos morais significativos a comunidade religiosa. Tais postagens nas plataformas digitais, por sua equipe politica, indiretamente, culminam na incitação do ódio e intolerância religiosa entre os cidadãos de Brumado", diz a nota. A comunidade também denuncia a “violação de direitos” contra a religião. "Viola os direitos fundamentais dos praticantes do Candomblé, mas também compromete a harmonia social e o respeito mútuo que devem prevalecer em uma sociedade democrática e pluralista, causando danos morais incalculáveis à comunidade do Candomblé e a sociedade na totalidade", afirma. Outro ponto longamente trabalhado na nota é a violação dos princípios de outras denominações da cidade. "Tal conduta não apenas configura discriminação religiosa, mas também viola princípios fundamentais da Constituição Federal, como a liberdade de culto e a laicidade do Estado. A exclusão de uma religião de matriz africana em um evento oficial de posse de um representante do poder público municipal caracteriza uma ofensa a dignidade dos praticantes do Candomblé e à comunidade afro-brasileira", pontua. Veja aqui a Nota.

 



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