ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Motociclista cai após frear para evitar colisão com ciclista em Livramento de Nossa Senhora

Projeto Glaucoma realiza atendimentos em Brumado neste sábado (26) e domingo (27)

Greve dos Correios termina após 15 dias; trabalhadores começam a retornar às atividades

Polícia Militar conclui 9ª edição da Operação Força Total com 16 armas apreendidas na Bahia

Colisão frontal entre ônibus e carro funerário deixa dois mortos na BR-020, em Correntina

Fiat Uno com restrição por furto ou roubo é recuperado pela PM em Caetité

Policial aposentado de 103 anos é condenado por homicídio em Salvador

Homem preso com revólver e maconha recebe liberdade provisória em Brumado

Hospital Municipal de Brumado inaugura nova emergência e adota sistema de classificação de risco

Brumado: Motorista perde controle de carro, bate em motociclista e atinge porta de loja no Centro

Setembro Amarelo - um simples abraço pode salvar uma vida

Mulher aciona PM após relatar agressão do companheiro durante discussão em Brumado


Exército vacinou agentes da Abin secretamente e sem aval do programa de imunização

Foto: Reprodução

O Exército atuou diretamente na vacinação secreta de 130 servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que foram imunizados contra a Covid-19 sem o aval de técnicos do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. O Ministério Público Federal constatou que uma lista de nomes sigilosa foi enviada diretamente ao Exército para que os funcionários da Abin fossem vacinados com todos os militares da ativa, imunizados de forma privilegiada em Brasília. As informações são da Folha de S. Paulo. A vacinação ocorreu, conforme documentos reunidos pelo MPF em inquérito civil público instaurado em 25 de junho, que investiga o privilégio dado aos militares das Forças Armadas, a forças de segurança e aos agentes da Abin em Brasília. Os integrantes desses grupos são suspeitos de furar a fila de vacinação, desrespeitando as normas técnicas editadas pela equipe do PNI para organizar um fluxo de imunização de grupos prioritários diante da falta de doses em todo o país. A procuradora da República Ana Carolina Roman questinou, em reunião virtual no dia 1º de julho, duas técnicas do PNI, Thaís Minuzzi e Caroline Gava, assim como Laurício Monteiro Cruz, então diretor do Departamento de Imunização do Ministério da Saúde. Cruz foi demitido do ministério uma semana depois, suspeito de participação em um mercado paralelo de vacinas junto à pasta, investigado pela CPI da Covid no Senado. Gava disse que não foi contestada pelo diretor do Departamento de Imunização na época. A técnica também disse que tiveram esclarecimentos do governo do Distrito Federal sobre a vacinação, além de confirmar que esses profissionais por não estariam contemplados, mas não soube informar se houve a vacinação prioritária dos mesmos. Em ofício ao MPF duas semanas antes, o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, apontou as explicações do comitê gestor da vacinação contra a Covid-19 para a imunização de agentes da Abin, afirmando que foi considerado o critério de exposição de risco epidemiológico decorrente do trabalho dos servidores. O documento confirma que a vacinação ocorreu, na Praça dos Cristais em Brasília, em uma parceria entre a secretaria e o Comando Militar do Planalto, do Exército. Para a procuradora Ana Roman, a vacinação dos agentes desrespeitou normas técnicas do Ministério da Saúde que estabelecem que são grupos prioritários militares das Forças Armadas e forças de segurança que estão na linha de frente do combate à pandemia. Em uma reunião virtual feita em 29 de junho, Roman questionou a enfermeira Christiane Braga de Brito, subsecretária de Planejamento em Saúde do DF, sobre as razões para servidores da Abin serem incluídos como forças de segurança. A subsecretária disse que a decisão havia sido corroborada pelo Ministério da Saúde, o que não foi confirmado pela equipe técnica do PNI dois dias depois. Ao MPF, após um pedido de explicações, o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, afirmou que a vacinação dos agentes atendeu a uma "iniciativa exclusiva" da Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência. Ramagen, assim como os servidores da Abin, justificaram a vacinação afirmando essencialidade da atividade de inteligência.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário