A sessão do Legislativo de Brumado desta segunda-feira (11), foi marcada pela votação dos projetos 027/2017 e 028/2017, que trataram, respectivamente, dos subsídios fornecidos aos estudantes e da implantação do estacionamento rotativo de veículos, a popular Zona Azul. Tendo mais uma participação efetiva, o vereador Lek Cabeleireiro (PV) ficou na bronca e explicou seu posicionamento destacando que “meu voto foi a favor dos estudantes, quero sim que eles recebam o subsídio e espero que isso possa ser ampliado e nossos munícipes que necessitem dessa bolsa possam ser realmente contemplados. Por isso votei favorável ao projeto, no entanto, juntamente com o vereador Zé Ribeiro, apresentei uma emenda para melhorar ainda mais o mesmo, buscando evitar prejuízo aos estudantes que sejam aprovados em cursos em outras cidades, ou que venham a cursar uma faculdade local, permitindo que estes possam também cursar e receber o benefício, mas essa proposição não foi debatida pelos que a rejeitaram”. O parlamentar, que vem adotando o lema de defensor do povo e das minorias se juntou novamente a emenda do vereador Zé Ribeiro para que pudessem qualificar o projeto 028/2017 (Zona Azul) solicitando que fosse suprimido o art. 18 do referido projeto que diz: “Ao poder público municipal e a concessionária ou permissionária não caberá qualquer responsabilidade por acidentes, danos, furtos ou prejuízos de qualquer natureza que os veículos dos usuários venham a sofrer nos locais de estacionamento regulamentado não sendo exigível da concessionaria a manutenção de qualquer tipo de seguro contra esses eventos” Lek justificou seu voto de abstenção no projeto 028/2017, em função de não concordar que uma empresa permissionária venha para cidade de Brumado receber pelo estacionamento rotativo e que não tenha sobre os veículos que pagam pelo mesmo, nenhum compromisso de zelo ou ressarcimento em caso de prejuízos.
Lek vem tendo um desempenho avaliado como muito positivo pela população (Foto: Daniel Simurro | 97NEWS)
Lek foi duro em suas colocações (Foto: Daniel Simurro | 97 NEWS) Diante disso o vereador disparou que “não cabe chegar em Brumado, arrecadar e não garantir o mínimo à população, chega disso, questionei sobre a obrigatoriedade e escutei de um colega vereador que isso não era importante, ora, não quero que o município seja sobrecarregado, mas se uma empresa vem a Brumado arrecadar sobre esse estacionamento que dê garantias aos munícipes que utilizaram deste serviço”. O assunto, considerado de relevância para a sociedade brumadense, certamente trará muitos novos capítulos, pois o que o vereador levantou como tema a ser discutido é objeto de ampla discussão em todas as esferas do poder judiciário e não distante contempla como responsabilidade objetiva sobre o dever de indenizar os prejudicados em áreas de estacionamento rotativo, portanto assunto que será ainda objeto de discussão na sociedade e que teve a intervenção positiva do representante do povo Lek Cabeleireiro. Ademais o parlamentar fez questão de reforçar sobre o comportamento nas votações dos projetos enviados pelo poder executivo, “eu sempre disse e repito, se for bom para o povo é bom para o Cabeleireiro também, portanto, não importa de onde venha o projeto, se for bom irei aprovar e apoiar, porém lamento profundamente a falta de pulso e diálogo nesta casa quando os projetos são de origem do poder executivo, pois não temos discussão e sim uma orientação, ou melhor, uma determinação de aprovação e isso é prejudicial ao povo de Brumado. As emendas propostas são todas no sentido de melhorar o projeto e atender a população, mas por não possuírem autonomia de voto, a base do prefeito apenas diz amém às suas vontades, isso enfraquece a câmara e desmoraliza quem não tem coragem de assumir seu próprio voto. Por fim, demonstrando que respeita a população e busca atender as necessidades coletivas e não de um grupo, Lek comparou, “imagina se tivesse apenas Lek como cabeleireiro nesta cidade, colocaria o preço que quisesse, muito alto e as pessoas não teriam opção de escolher, é justamente isso que por vezes ocorre aqui, as coisas estão sendo aprovadas sem defesa, contestação ou discussão, apenas passando porque não existe contraponto, isso prejudica o povo e é um duro golpe na democracia”.




















