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Polícia Federal investiga pastores evangélicos suspeitos de aplicar golpes em fiéis

Foto: Conteúdo 97News

A Polícia Federal identificou a atuação de pastores evangélicos para beneficiar uma organização criminosa investigada por golpes milionários que atingiram pelo menos 25 mil pessoas em todo o País. A Operação Ouro de Ofir foi deflagrada na última terça-feira, dia 21, contra grupo que prometia lucros estratosféricos às vítimas em negócios fictícios envolvendo ouro “do tempo do Império” e antigas “letras do Tesouro Nacional”. Sidiney dos Anjos Peró, alvo de prisão temporária, é apontado com um dos líderes e responsável por arregimentar pastores com o fim de ludibriar e tirar dinheiro dos fiéis. “A característica principal da fraude está em atingir a fé das pessoas e na sua crença em um enriquecimento rápido e legítimo, levando-as a crer, inclusive, que tal mecanismo seria um ‘presente de Deus aos fiéis’, ou seja, trazendo a fé religiosa para o centro da fraude". afirma o delegado Guilherme Guimarães Farias, em relatório. De acordo com a Polícia Federal, abaixo dos mentores dos esquemas, estão “corretores”, que ficam a cargo de cooptar vítimas e inseri-las em grupos nas redes sociais, e escriturários, que fraudavam documentos.

Em representação à Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, a Polícia Federal dá conta de que, “fazendo uso de grupos em redes sociais, como Facebook e, principalmente, Whatsapp, onde vários grupos foram criados com o objetivo de transmitir informações sobre as ‘operações’, os chamados ‘corretores’, ‘líderes’ ou apenas encarregados, postam informações e áudios, bem como os próprios ‘investidores’, por vezes, se manifestam”. Um dos golpes tem como mentor Sidiney dos Anjos Peró, conhecido pelas vítimas como “‘Dr. Peró”. Ele se diz Juiz, mas apenas possui uma carteira de identificação de Juiz Arbitral do Tribunal de Justiça Arbitral Brasileiro. O delegado afirma, em representação à Justiça, que “além dos símbolos usados por Peró, que remetem à fé cristã, como a Estrela de Davi e a Arca da Aliança”, Sidiney “arregimenta pastores evangélicos, possivelmente como corretores, para vender ‘aportes’ de sua operação a fiéis das respectivas igrejas evangélicas onde referidos pastores agem também de forma criminosa, seja vendendo ‘aportes’ ou mesmo divulgando e estimulando uma operação ilegal”. “Vários pastores são citados nos grupos, dos mais diversos estados brasileiros”, relata. O nome da operação faz referência a uma passagem Bíblica, na qual o ouro da cidade de Ofir era finíssimo, puro e raro, sendo o mais precioso metal da época. Ofir nunca foi localizada e nem o metal precioso dela oriundo.



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