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Escândalo: Em conversa grampeada, senador põe gabinete à disposição de prostitutas

Com influência no meio político, grupo alicia garotas no Sul e as convence a pagar até R$ 900 por semana para ficar em imóveis na capital (Fotos: Reprodução)

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma rede de prostituição interestadual que se alastrou por áreas nobres do Distrito Federal e tem influência para circular com desenvoltura por gabinetes de clientes poderosos. Diálogos gravados por meio de interceptações telefônicas, e que agora integram inquérito aberto pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), revelaram a aproximação de cafetões e parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Um dos políticos chegou a colocar parte de sua equipe, paga com dinheiro público, à disposição de uma das garotas de programa. A apuração conta com dezenas de horas de gravações feitas com autorização judicial e investiga a conexão entre agenciadores do DF e do Sul do país. O cafetão, de Porto Alegre, costuma utilizar as garotas de programa como uma espécie de “cartão de visita” para se aproximar dos políticos. Em duas interceptações telefônicas, os investigadores flagraram o agenciador conversando com dois deputados federais (um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro) e um senador (eleito pela Região Norte). O integrante do Senado demonstra bastante intimidade com o cafetão e a prostituta, que chega a trocar algumas palavras com o político pelo telefone. Durante a conversa com a garota de programa, o senador coloca seu gabinete à disposição para ajudá-la no que for preciso até que ela se estabeleça na cidade. A mulher agradece e diz que pretende fazer faculdade no DF e se firmar. O político insiste em encontrá-la assim que ela desembarcar em Brasília. Os nomes dos parlamentares estão sendo mantidos em sigilo pela polícia para não atrapalhar a investigação. Os agentes destacam que eles não eram alvo das gravações, mas sim o cafetão. E causou surpresa o conteúdo das conversas. Como os senadores e deputados têm foro privilegiado, será necessária autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-los. O agenciador do Rio Grande do Sul, que costuma viajar constantemente para o DF, foi monitorado pela Polícia Civil durante a negociação de programas sexuais. Os policiais descobriram que o homem chegou a usar a própria mulher – com quem tem dois filhos – como garota de programa. A teia de captação, segundo as apurações policiais, começa em boates e casas noturnas no interior do Rio Grande do Sul, em cidades como Canoas. Jovens que estão em dificuldade financeira e faturando pouco com o mercado da prostituição são cooptadas por um dos cafetões do grupo que age no DF. O homem promete passagens aéreas, hospedagem e uma carteira de clientes. As mulheres também ganham espaço em um site adulto, para veicular anúncios e vídeos. // Metropoles.

(Fotos: Reprodução)


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