O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuou para que o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) concedesse um empréstimo de U$1 bilhão à Argentina. O Brasil tem grande poder de influência no organismo já que é detentor de 37,3% de participação no CAF. Em agosto, segundo a apuração do Estadão, o petista marcou uma reunião às pressas com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), para tratar do assunto. A emedebista é a governadora do Brasil no CAF e, por isso, a decisão de apoiar a situação argentina dependia do aval dela. A Argentina necessitava de um empréstimo de U$7,5 bilhão ainda naquele mês, para poder pagar o Fundo Monetário Internacional. Com a articulação de Lula, apenas o Perú, dos 21 integrantes do grupo, votou contra o empréstimo. Ainda segundo o Estadão, essa teria sido apenas uma das ações do petista para dar força ao governo argentino no período eleitoral,em um esforço para evitar a vitória do candidato de extrema-direita, Javier Milei.
Foto: Reprodução l Ricardo Stuckert/PR 










A medida foi adotada pelo Ministério da Previdência Social, que enfrenta um acúmulo de pedidos de auxílio por incapacidade temporária, nome oficial do benefício conhecido como auxílio doença. Hoje, a fila conta com mais de 1,1 milhão de trabalhadores com carteira assinada no aguardo do auxílio. Desses, mais de 600 mil ainda aguardam o agendamento de perícia. Por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) na semana passada, o ministério regulamentou a concessão do benefício. Para solicitar, o segurado do INSS deve enviar toda documentação, com assinatura verificável de profissionais registrados, por meio da plataforma Atestmed, criada especificamente para isso. No caso de acidente de trabalho, é obrigatória a apresentação também da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Se todos os documentos estiverem de acordo com as regras, o auxílio doença deverá ser concedido “com dispensa de parecer conclusivo da Perícia Médica Federal quanto à incapacidade laboral”, diz a norma sobre o assunto. O governo tem tentado também outras estratégias para reduzir a fila do auxílio doença, como a ligação direta para que assegurados antecipem perícias já agendadas. Outra iniciativa é o pagamento de bônus por produtividade aos peritos e outros servidores.

















