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Candidato do PT assume ser desconhecido e critica 'interferência indesejada' de Eduardo Campos

Foto: 97NEWS

Antes de ter sua candidatura ao governo oficializada, o chefe da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, dizia que falaria somente como secretário até o dia 30 de novembro, data estipulada para o anúncio do candidato do PT ao governo estadual. Três dias depois de ser indicado para disputar o cargo máximo do Executivo baiano, o petista conversou com o Bahia Notícias sobre o novo status. Rui Costa assumiu ser desconhecido do eleitorado de forma geral, mas relativizou a condição: “Se eu ainda sou desconhecido da população e apareço na última pesquisa que divulgaram com 5%, outros nomes são conhecidos e tem um, dois ou três pontos a mais do que eu. Em tese, quem está em uma posição diferenciada? [...] Eu tenho um universo a conquistar”, comparou. Além de se incluir em uma linhagem que representaria uma renovação petista – ao lado de Fernando Haddad e Alexandre Padilha – o secretário falou sobre o seu trabalho à frente da Casa Civil e dos motivos que o levaram a ser o “eleito” de Jaques Wagner. “Eu acho que o governador desejava e sonhava com alguém que pudesse fazer mais e melhor do que ele conseguiu fazer”, disse.  Ao comentar o processo de definição do candidato petista, Rui minimizou os embates entre tendências e apostou que o PT reafirmará uma conhecida característica da legenda, ao se unir em prol da sua campanha. Apesar de admitir que já imagina possíveis chapas, Rui evitou falar em nomes para “apaziguar” a disputa entre aliados por espaços. No entanto, criticou duramente um ex-aliado, ao defender que existe uma “interferência indesejada” do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no processo eleitoral baiano. “É uma interferência muito acintosa nas eleições estaduais para subjulgar os interesses de cada estado a um projeto pessoal”, opinou. 

BN



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