ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Homem é preso com revólver e drogas durante abordagem em bar em Barra da Estiva

Mulher é contida pela PM após ameaçar outra com facão em via pública em Brumado

Rio do Antônio: Motociclista fica ferido após perder controle de moto em Ibitira

Motociclista cai após frear para evitar colisão com ciclista em Livramento de Nossa Senhora

Projeto Glaucoma realiza atendimentos em Brumado neste sábado (26) e domingo (27)

Greve dos Correios termina após 15 dias; trabalhadores começam a retornar às atividades

Polícia Militar conclui 9ª edição da Operação Força Total com 16 armas apreendidas na Bahia

Colisão frontal entre ônibus e carro funerário deixa dois mortos na BR-020, em Correntina

Fiat Uno com restrição por furto ou roubo é recuperado pela PM em Caetité

Policial aposentado de 103 anos é condenado por homicídio em Salvador

Homem preso com revólver e maconha recebe liberdade provisória em Brumado

Hospital Municipal de Brumado inaugura nova emergência e adota sistema de classificação de risco

Brumado: Motorista perde controle de carro, bate em motociclista e atinge porta de loja no Centro

Setembro Amarelo - um simples abraço pode salvar uma vida

Mulher aciona PM após relatar agressão do companheiro durante discussão em Brumado


Polícia busca líderes do Baleia-Azul; investigação tem ramificação internacional

(Foto: Reprodução)

"Não é lenda urbana. Estamos numa corrida contra o tempo para garantir a integridade física e a vida das vítimas, porque não sabemos em que etapa do jogo elas estão", afirma a delegada Fernanda Fernandes, responsável pelas investigações do viral Baleia-Azul, que supostamente incentiva suicídios, no Rio. Há investigações online em busca de responsáveis pela iniciativa, que teria ramificações até nos Estados Unidos. As primeiras informações sobre o jogo são de 2015, relatando incentivo ao suicídio propagado pelo Vkontakte (VK), o Facebook russo. Depois, entidades denunciaram o caso como "fake news" (notícia falsa), mas o viral segue avançando. Participantes surgem em grupos fechados, selecionados de madrugada. Na sequência, o administrador, ou "curador", lança desafios, normalmente às 4h20, que incluem de desenho a atividades de risco, passando por mutilações e estímulo ao suicídio. Coordenador do Escritório Brasileiro da Associação Internacional de Prevenção ao Crime Cibernético e comandante do Centro Integrado de Operações da Polícia Militar da Paraíba, o coronel Arnaldo Sobrinho, diz que já foram identificados internautas nos Estados Unidos que atuariam como curadores de grupos dos quais participam adolescentes brasileiros. "São eles quem passam as orientações do tipo excluir uma amizade do Facebook, assistir filmes de terror e assassinato nas madrugadas, até mutilar partes do corpo e subir em prédios para saltar." Relatório detalhado sobre a investigação será enviado à Polícia Federal (PF). De acordo com o chefe de Comunicação Social da PF em Pernambuco, Giovanni Santoro, apesar de não haver registro oficial de morte ligada ao tema no Estado, existem investigações em redes sociais e aplicativos de mensagens sobre supostos contatos entre jovens e curadores - que podem ser enquadrados criminalmente por incitação ao suicídio. A Polícia Civil também anunciou que vai pedir a quebra de sigilos de dados para avançar no rastreamento de aliciadores. A estratégia de mapear as comunidades também é adotada pela Polícia Militar em Mato Grosso. Ali os casos se concentram nas cidades de Vila Rica e Confresa. E há o rastreio de comunidades com até 350 integrantes - em sua maioria adolescentes. "As vítimas tentam sair (do jogo) e não conseguem. As crianças recebem algumas ameaças de morte ou até um tipo de pressão psicológica mesmo, e acabam cedendo", relatou o 10.º Comando Militar. Em Santa Catarina, a Polícia Civil busca os responsáveis por enviar as missões pelo Facebook ou WhatsApp - 9 casos são investigados no Estado. No Paraná, que apura oito casos, o governo do Estado cogita pedir apoio de outras polícias. A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio confirmou até agora só dois casos de adolescentes que estavam sendo induzidas ao suicídio pelo suposto jogo via internet. Mas por causa do pânico causado por notícias e boatos, a DRCI está recebendo e-mails diários de pais assustados. Em comum, há a frase "Minha filha tentou se matar". Uma avó do interior do Rio levou à polícia carta que mostra intenção suicida da neta, que será chamada a depor. Um pai de Queimados, na Baixada Fluminense, vai levar a filha, que sobreviveu à tentativa de suicídio. São investigados crimes de associação criminosa, ameaça, lesão corporal e homicídio. "Os pais estão começando a cair na real. Eles sempre acham que não tem nada acontecendo, que os filhos são espertos demais para cair nessa. É importante mostrar que não é um jogo, não são desafios para divertir, mas para se matar", diz. Em Brasília, a entrada da Polícia Federal nas investigações foi formalmente solicitada pela Câmara - por solicitação da deputada Eliziane Gama (PPS-MA). No Senado, o jogo foi apontado como justificativa para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar maus-tratos.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário