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A predição certeira do ex-governador Jaques Wagner

Jaques Wagner sempre teve fama de craque no PT nacional

Desde muito antes de se tornar governador da Bahia, o sindicalista Jaques Wagner já tinha fama, principalmente no PT nacional, de craque. Devido à acuidade de suas avaliações, lastreadas em equilibradas análises de cenário, a maioria de suas predições políticas quase nunca são desconsideradas pelos mais próximos. No ano passado, quando já estava de volta à Bahia depois do impeachment da aliada Dilma Rousseff (PT) e se preparava para assumir papel de destaque no governo Rui Costa (PT), Wagner compareceu ao evento de lançamento de um livro do desembargador Lidivaldo Brito, em Salvador. Numa roda de magistrados próximos, descontraído, fez críticas ao instituto da reeleição, observando, principalmente, que a sociedade já não mais o tolerava e que, a partir daquele momento, seria muito difícil de ser exercido. O papo fora estimulado porque era véspera de uma eleição importante no Tribunal de Justiça da Bahia. No dia seguinte, o desembargador Mário Alberto Hirs perderia a recondução para o TRE para o colega Jatahy Fonseca no colégio eleitoral do TJ. Estavam em novembro, mas já se discutia a campanha pela reeleição de Marcelo Nilo (PSL) na Assembleia Legislativa. Um dos desembargadores presentes ao encontro teve, naquele dia, a nítida certeza de que, apesar de não ter aludido ao amigo durante a agradável conversa, era a Nilo que Wagner se referia.



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