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Laranja de fornecedor de campanhas petistas negociou ‘cala boca’ com empresário

(Reprodução)

Após 10 anos trabalhando como motorista pessoal de Carlos Roberto Cortegoso, dono da Focal Comunicação, segunda maior fornecedora da campanha de Dilma, da qual recebeu R$ 25 milhões nas eleições de 2014, Jonathan Gomes Bastos admite ter atuado como laranja do empresário que está na mira da Polícia Federal e tentou negociar na Justiça um acordo com seu ex-chefe para receber uma indenização mensal de R$ 6 mil por 12 anos e ficar em silêncio. O acordo foi proposto no fim do ano passado, ao mesmo tempo em que ele acionou a Justiça contra seu antigo patrão pedindo uma indenização de ao menos R$ 4 milhões por não ter recebido dinheiro movimentado em uma das empresas de Cortegoso na qual aparecia como sócio até 2011: a CRLS Consultoria e Eventos, que está na mira da Procuradoria da República por suspeita de caixa 2 do PT. O valor é referente ao lucro que a empresa teria obtido ao adquirir e depois revender em 2010 sete terrenos do pecuarista José Carlos Bumlai, em São Bernardo do Campo. Os advogados de Cortegoso e de Jonathan tentaram negociar os termos do acordo. Nele, contudo, o valor que seria acertado ficaria em menos de um quarto do que foi pedido pelo ex-motorista inicialmente: R$ 846 mil em 144 parcelas mensais depositadas na conta da advogada de Jonathan. Cortegoso teria ainda que pagar todas as dívidas que Jonathan tivesse herdado por conta da empresa. Uma das cláusulas previa que cada um dos envolvidos devia manter o sigilo das informações “quer pessoais, profissionais, não podendo um falar do outro, para com terceiros, funcionários e, afins”, diz o documento, que foi encaminhado ao juiz da 4ª Vara Cível de São Bernardo do Campo, onde está a ação contra Cortegoso. 



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