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USP identifica gene responsável por expansão do câncer no corpo humano

Foto: Divulgação

Pesquisadores do Centro de Terapia Celular da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP) identificaram um dos genes responsáveis pela ativação das células responsáveis pela metástase - processo em que o câncer se espalha pelo organismo através da corrente sanguínea. Conhecido como hotair, o gene desencadeia um mecanismo que transforma as células cancerígenas em mesenquimais - com a capacidade de sair do local de origem e se alojar em outros órgãos. Com a descoberta, recentemente publicada em revistas científicas como a americana Stem Cells, os pesquisadores acreditam na possibilidade de inibir, no futuro, a ação dos genes e manter o câncer localizado, o que facilitaria a cura da doença.

 

Segundo o professor de genética e pesquisador Wilson Araújo Silva Júnior, foram três anos de pesquisa para identificar quais genes poderiam estar envolvidos com a evolução de tumores. A relação do hotair com o câncer já era conhecida, mas sua função de expansão ficou evidente no estudo. "Conseguimos uma informação importante, que é mostrar que o hotair é um dos genes que está envolvido na ativação da metástase. 

Já é de conhecimento que a metástase é um estágio da evolução do tumor que torna mais difícil o controle do câncer. Já sabíamos que o hotair é um gene que está muito ativo em tecidos metastáticos. O que não sabíamos era que ele é um dos genes que estava ativando a metástase", explica.

Silva Júnior afirma que o hotair, por ser um gene que produz proteína, tem a capacidade de regular a expressão de outros genes. Assim, sabe-se que outros genes regulados por ele também são responsáveis pela ativação do processo de metástase. "O hotair é um componente importante para ativar a metástase, pois é um gene de RNA. O que ele faz é regular a ativação de outros genes, estes sim envolvidos com a metástase", diz.

O próximo passo do estudo, de acordo com o pesquisador, é identificar quais seriam os genes controlados pelo hotair que também estão envolvidos na ativação da metástase. O objetivo é que no futuro seja possível encontrar uma maneira de inibir a ação desses genes, de forma que o câncer mantenha-se localizado em uma só área.

"Essa descoberta não é a cura para o câncer, mas é um elemento que, com outros, pode servir de ferramenta para que empresas farmacêuticas desenvolvam drogas para controlar o tumor. Controlando a ação desse gene, automaticamente controla-se a ação dos genes que ele regula. Aí você tem, em tese, o controle do espalhamento do tumor. Isso já é um grande avanço. Ao controlar a metástase, você mantém o tumor localizado", conclui.

Por: G1



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