A pandemia do coronavírus, além de deixar marcas em pessoas que perderam familiares, também trouxe pobreza e desemprego. Em 2021, Jeane Santana de Souza, 28 anos, jamais imaginou que deixaria de comer para alimentar os dois filhos pequenos, um garoto de 11 anos e uma menina de 2 anos. Há um ano sem trabalho, a cuidadora de idosos passou por dificuldades sem uma renda fixa. "Você sabe o que acordar pela manhã e sua filha pedir bolacha e você não ter? Chega dar desânimo, só chorova [...] é muito difícil", conta Jeane. Segundo ela, seu medo maior, era de que os filhos ou ela própria morressem de fome. "Teve dias que eu fiz farinha com água para dar pra eles [filhos]. Meus vizinhos que me ajudavam", diz. A família viveu um período menos dramático com o auxílio emergencial. "Hoje eu só tenho o bolsa família, mas só da pra pagar a água e a luz. Ai eu tenho que escolher, se alimento os meus filhos, ou se fico sem água e luz", questionou Souza.
Foto: Luciano Santos l 97NEWS
Foto: Ilustrativa O armário em que Jeane costuma armazenar alimentos começou a receber alimentos graça a doações de brumadenses, que ouviram na Rádio Alternativa o desespero da mãe. Aos poucos, ela voltou a sorrir e ter o que comer a partir da ajuda da sociedade. "Eu estou muito feliz, sou muita grata a população de Brumado. Assim que falou na rádio começaram chegar as doações, só Deus pra agradecer vocês", disse Santana ao site 97NEWS. Segundo dados do IBGE, 16% da população do Brasil que já eram pobres em 2019, passaram para a extrema pobreza, com renda per capita inferior a R$ 157 em 2020. São 6,2 milhões de pessoas. Com a volta do auxílio emergencial em 2021, o número de brasileiros em insegurança alimentar, vai diminuir. Mas até quando?












De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a concessão vai destravar o projeto, algo considerado fundamental para transformar a logística no estado. Além disso, contribuirá com a meta de ampliar a participação ferroviária na matriz de transportes do Brasil. O vencedor do certame ficará responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho, em uma concessão que vai durar por 35 anos, totalizando R$ 3,3 bilhões de investimentos. Desse total, R$ 1,6 bilhão serão utilizados para a conclusão das obras, que estão com 80% de execução. Nas contas do governo federal, a concessão da Fiol vai permitir a criação de 55 mil empregos diretos, indiretos e efeito-renda ao longo da concessão. A expectativa é a de que o T aerorecho 1 (Ilhéus-Brumado-Caetité) comece a operar em 2025, já transportando, segundo estudos, mais de 18 milhões de toneladas de carga, entre grãos e o minério de ferro produzido na região de Caetité. O minério de ferro compõe a maior parte da carga a ser transportada no trecho, mas também serão transportados alimentos processados, cimento, combustíveis, soja em grão, farelo de soja, manufaturados, petroquímicos e outros minerais.









