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Geddel Vieira Lima critica prefeitos que reclamam da crise

(Foto: Reprodução)

“Muitos prefeitos só dão esse grito quando estão em dificuldade. No momento de bonança, não se unificam em torno da reforma tributária”. A declaração é do presidente estadual do PMDB e ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, quando questionado sobre qual a solução para dirimir as dificuldades que os municípios baianos vêm enfrentando por causa da crise econômica que assola o país, conforme relatado pela presidente da União dos Municípios da Bahia, e prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria. A prefeita do município baiano concedeu uma entrevista onde desabafou sobre os obstáculos que os gestores baianos estão tentando ultrapassar para não causar à população um sentimento de abandono pelo poder público. “O poder público municipal, com o pacto federativo que veio criando obrigações, foi recebendo obrigações como serviços de Samu, PSF, Cras, Creas, a gente tem um contingente de mais de 300 programas federais que foram criados e os municípios foram absorvendo. Isso foi criando uma demanda e a gente hoje está em um colapso”, declarou a prefeita. Embora o peemedebista Geddel Vieira Lima concorde com a afirmação da gestora, ele acredita que não há união entre os prefeitos para resolver o problema, pressionar o Congresso e cobrar um novo pacto federativo.  “Muitos prefeitos só dão esse grito quando estão em dificuldade. No momento de bonança, que a economia vai bem, não se unificam em torno da reforma tributária. Não se mobilizam para resolver definitivamente o assunto. E quando vem a crise, repete o que é de conhecimento pra todo mundo. Todo o Brasil sabe que os recursos são concentrados imoralmente na mão da União, que distribui as tarefas e não distribui a contrapartida de recursos”, declarou o ex-ministro da Integração Nacional na gestão do ex-presidente Lula. Geddel afirmou ainda  que não é nenhuma novidade o que Quitéria vem batendo firme e acrescentou ainda que o PSB, partido da prefeita, é um dos que acabam por acatar as decisões do governo federal, quando se discute, na Câmara dos Deputados, a questão. “Não há novidade  nenhuma no que ela diz. Venho dizendo isso há muito tempo”. 

 
 



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