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Atraso no Mais Médicos custará R$ 3,7 milhões aos cofres públicos

Quase 20 dias depois do início oficial da atuação de médicos com diploma estrangeiro, através do programa Mais Médicos, 372 profissionais ainda esperam o registro provisório para começar a atuar. A primeira bolsa-auxílio, no entanto, já será paga na próxima segunda-feira (7). Como o custo por profissional é de R$ 10 mil, o governo federal gastará pelo menos R$ 3,7 milhões com médicos que ainda não começaram a trabalhar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O valor não inclui os auxílios moradia e alimentação, despesas de responsabilidade das prefeituras inscritas no programa. Segundo o Ministério da Saúde, os gastos com os médicos, mesmo que parados, já estavam previstos no planejamento do programa. Até o fim do ano, o governo informou que destinará R$ 542 milhões ao Mais Médicos. O programa já funciona em sistema de emergência, sem a exigência de licitação para hospedagens e passagens aéreas. De acordo com o último balanço divulgado pela pasta federal, apenas 257 dos 504 pedidos de registro profissional provisório feitos foram entregues aos Conselhos Regionais de Medicina, cujo prazo máximo de análise expirou na última terça-feira (1º). 



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