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MEC suspende edital para novos cursos de medicina e bloqueia abertura de 5,9 mil vagas na rede privada

Foto: Reprodução l IA

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu, nesta terça-feira (10), o edital que autorizava a criação de novos cursos de medicina em todo o país. A decisão foi oficializada por meio de ato assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Além disso, o governo federal também determinou a suspensão do pedido de abertura de aproximadamente 5,9 mil novas vagas em cursos de medicina já existentes na rede privada. A medida foi adotada após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que apontou desempenho considerado insatisfatório em parte significativa das instituições avaliadas. Dos 351 cursos analisados em todo o Brasil, 107 — cerca de 30% do total — obtiveram resultados classificados como ruins pelo MEC. Segundo os dados do exame, apenas 24 cursos atingiram conceito 1, considerado o melhor desempenho na avaliação. Outros 83 cursos receberam conceito 2. Já a maior parte das graduações avaliadas ficou com conceitos entre 3 e 4, considerados abaixo do padrão ideal de qualidade. Um dos cursos avaliados ficou sem conceito por não atingir o número mínimo de dez estudantes participantes. Diante do cenário, o MEC aplicou sanções administrativas às instituições que apresentaram desempenho abaixo da média. Entre as penalidades estão a proibição de ampliação de vagas e o cancelamento de processos seletivos, incluindo vestibulares, nas faculdades com resultados mais baixos. As punições seguem critérios baseados na pontuação obtida pelas instituições, em uma escala que varia de 1 a 5. A pasta afirmou que a decisão busca garantir a qualidade da formação médica no país e evitar a expansão de cursos sem a infraestrutura e o padrão pedagógico adequados. O ministério não informou prazo para eventual retomada do edital ou reavaliação das autorizações suspensas. A medida deve impactar diretamente o planejamento de expansão de cursos superiores privados e o ingresso de novos estudantes na área médica nos próximos anos.



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