A Bahia registrou cerca de 759 ocorrências relacionadas ao crime de racismo, que engloba práticas discriminatórias motivadas por raça, cor, religião ou procedência nacional. Os dados ganham destaque nesta quarta-feira (21), quando é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Do total de registros contabilizados no estado, parte significativa envolve episódios ocorridos em ambientes digitais ou por meio de veículos de comunicação. Ao todo, 23 denúncias tiveram origem em ataques veiculados nesses meios, o que corresponde a 3,03% das ocorrências. O levantamento aponta ainda que Salvador concentra a maior parte dos casos: aproximadamente 43,6% das denúncias, com 329 boletins de ocorrência registrados ao longo do último ano. Desses, oito se referem a crimes praticados em plataformas digitais ou em meios de comunicação. Especialistas e representantes de órgãos de proteção aos direitos humanos avaliam que a maior concentração de registros na capital pode estar relacionada tanto ao tamanho da população quanto à maior divulgação dos canais de denúncia. Segundo avaliação de profissionais que atuam no atendimento às vítimas, muitas pessoas se sentem mais encorajadas a formalizar a queixa ao saber que contarão com acolhimento especializado e equipes preparadas para lidar com casos de discriminação racial e intolerância religiosa. O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa reforça a importância do enfrentamento a esse tipo de crime e da promoção do respeito à diversidade. A data também serve como alerta para a necessidade de políticas públicas contínuas de prevenção, educação e garantia de acesso à justiça para as vítimas de racismo e discriminação em todas as suas formas.
Bahia registra 759 ocorrências de racismo e reforça alerta no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Foto: Divulgação l SSP-BA






















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