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Desmatamento na Amazônia atinge 52 milhões de hectares em 40 anos

Foto: Reprodução l TV Brasil

Nos últimos 40 anos, a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa, o que equivale a 13% do território do bioma, segundo dados do Mapbiomas. Somando-se ao que já havia sido afetado antes, o desmatamento total chega a 18,7% da cobertura original, sendo 15,3% para uso humano. O avanço acelerado da ocupação coloca a floresta perto do ponto de não retorno (20% a 25% de perda), quando a floresta já não consegue se manter sozinha. As principais atividades responsáveis por essa conversão de solo foram pecuária, agricultura, silvicultura e mineração. As pastagens cresceram de 12,3 para 56,1 milhões de hectares, enquanto a agricultura expandiu-se 44 vezes, chegando a 7,9 milhões de hectares. A silvicultura aumentou 110 vezes e a mineração saltou de 26 mil para 444 mil hectares. A soja é a principal cultura agrícola da região, representando 74,4% da área agrícola, com 5,9 milhões de hectares, sendo 4,3 milhões cultivados após a Moratória da Soja, embora majoritariamente em áreas já convertidas anteriormente. O estudo aponta que 95% da vegetação nativa suprimida era floresta, o tipo mais afetado. A perda de cobertura florestal já resulta em impactos visíveis, como o ressecamento das áreas úmidas e a redução de 2,6 milhões de hectares em superfícies cobertas por água entre 1985 e 2024. Em 2024, 2% da cobertura verde restante corresponde à vegetação secundária (6,9 milhões de hectares), que entrou em processo de regeneração e foi menos atingida pelo desmatamento no último ano.



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