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Brumado se despede de Agenor Teixeira, fotógrafo que eternizou a história da cidade

Foto: Composição l 97NEWS

Brumado perdeu, nesta quinta-feira (17), um de seus mais notáveis cronistas visuais: Agenor Francisco Teixeira, aos 82 anos. Mais do que fotógrafo, Agenor foi um guardião da memória da cidade, um homem de fé e um símbolo de sensibilidade e dedicação ao ofício de registrar a vida. Natural de Itaberaba, Agenor chegou a Brumado em 1965, quando as ruas ainda eram de terra batida e o progresso dava os primeiros passos. Viveu as transformações urbanas e sociais do município com uma câmera nas mãos e o olhar atento de quem sabia que a história também se escreve em imagens. Antes da fotografia, trabalhou como operário em mineradoras da cidade, além de atuar como pedreiro. Viveu um período em Belo Horizonte, mas o amor por Brumado e pela esposa, Idalice, o trouxe de volta. Foi em 1980 que fundou o Foto Teixeira, estúdio que se tornaria referência na cidade. Batizados, casamentos, formaturas, aniversários, momentos marcantes de gerações inteiras passaram por suas lentes. Nos anos 1980 e 1990, era raro encontrar uma casa em Brumado sem uma foto feita por Agenor. Francisco não apenas fotografava, ele eternizava. Transformava o cotidiano em retrato, o instante em história. Sempre sorridente e gentil, Agenor era daqueles cuja presença deixava marcas, e não só nas fotografias. Deixava marcas de humanidade. O velório ocorre na Assembleia de Deus – Templo Sede, na Avenida Dr. Antônio Mourão Guimarães. Brumado hoje não perde apenas um fotógrafo. Perde um contador de histórias, um construtor de memória e um amigo da cidade.



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