O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades ocorridas durante o Carnaval de 2025 em Rio de Contas, na Chapada Diamantina. O procedimento foi instaurado após uma denúncia formal do ex-prefeito Cristiano Cardoso de Azevedo. De acordo com a representação, servidores públicos teriam cobrado valores de ambulantes e barraqueiros pela utilização de espaços públicos durante a folia, sem a emissão do Documento de Arrecadação Municipal (DAM), prática que pode caracterizar dano ao erário e corrupção. O ex-gestor anexou à denúncia listas de permissionários com os respectivos valores pagos, fotografias, áudios de comerciantes relatando as cobranças e imagens que mostrariam um servidor municipal recolhendo dinheiro. Há também indícios de favorecimento a empresas contratadas pela Prefeitura após o período eleitoral, o que reforça as suspeitas de irregularidades. Durante a apuração, novos documentos e gravações foram adicionados ao procedimento, apontando o suposto uso indevido de recursos públicos, contratos superfaturados para a contratação de atrações artísticas, patrocínio de eventos por empresas ligadas à gestão municipal e promoção pessoal de agentes públicos com verbas do município. A Prefeitura de Rio de Contas já foi notificada pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos. O caso está sob análise da Promotoria de Justiça de Livramento de Nossa Senhora, que decidirá pela abertura de um inquérito civil ou pelo arquivamento da denúncia.
Cobranças ilegais no Carnaval de Rio de Contas são alvo de apuração do MP-BA
Foto: Reprodução






















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