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Número de jovens 'nem-nem' no Brasil atinge menor nível desde 2019, mas desigualdade racial persiste

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O Brasil registrou, em 2024, o menor número de jovens que não estudam nem trabalham desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o total de jovens brasileiros de 15 a 29 anos nessa condição — conhecidos como “nem-nem” — caiu para 8,8 milhões. O número representa uma redução expressiva em comparação a 2019, quando o país contabilizava 11,3 milhões de jovens fora da educação e do mercado de trabalho. Apesar do avanço, o cenário educacional ainda enfrenta desafios consideráveis. Em 2024, 65% dos brasileiros entre 18 e 24 anos não frequentavam a escola ou não haviam concluído essa etapa de ensino. A desigualdade racial permanece um obstáculo evidente: do total de jovens "nem-nem", 6,1 milhões são pretos ou pardos, enquanto 2,7 milhões são brancos. Os dados também revelam que, embora tenha havido progresso no ensino superior — com um aumento de 33% no número de graduados nos últimos anos —, as disparidades raciais no acesso à educação ainda são marcantes. Em 2024, 17,9 milhões de brasileiros brancos possuíam diploma de ensino superior completo, frente a 10,8 milhões de pretos e pardos. A diferença evidencia uma lacuna de quase 40% entre os dois grupos. Além disso, a exclusão educacional atinge majoritariamente a população negra: entre os brasileiros sem qualquer instrução, 28,7 milhões são pretos ou pardos, enquanto 16 milhões são brancos. Os dados apontam que, embora o país tenha avançado na redução do número de jovens inativos e no acesso ao ensino superior, os desafios relacionados à permanência na escola e à equidade racial no sistema educacional ainda exigem políticas públicas estruturantes para promover uma inclusão mais efetiva.



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