ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Homem é preso com revólver e drogas durante abordagem em bar em Barra da Estiva

Mulher é contida pela PM após ameaçar outra com facão em via pública em Brumado

Rio do Antônio: Motociclista fica ferido após perder controle de moto em Ibitira

Motociclista cai após frear para evitar colisão com ciclista em Livramento de Nossa Senhora

Projeto Glaucoma realiza atendimentos em Brumado neste sábado (26) e domingo (27)

Greve dos Correios termina após 15 dias; trabalhadores começam a retornar às atividades

Polícia Militar conclui 9ª edição da Operação Força Total com 16 armas apreendidas na Bahia

Colisão frontal entre ônibus e carro funerário deixa dois mortos na BR-020, em Correntina

Fiat Uno com restrição por furto ou roubo é recuperado pela PM em Caetité

Policial aposentado de 103 anos é condenado por homicídio em Salvador

Homem preso com revólver e maconha recebe liberdade provisória em Brumado

Hospital Municipal de Brumado inaugura nova emergência e adota sistema de classificação de risco


Brumado: Família denuncia suposta violência obstétrica no Hospital Municipal

Foto: Reprodução l Rede Social

Uma denúncia de suposta violência obstétrica no Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, em Brumado, no Sudoeste da Bahia, ganhou repercussão nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (5). O caso foi revelado por uma reportagem do jornalista Allan de Jesus e envolve uma jovem que teria sofrido maus-tratos durante o parto da filha, ocorrido na unidade hospitalar. Segundo relatos de familiares, a gestante -- moradora de outro município da região -- havia sido encaminhada à unidade para realização de um parto cesariano. No entanto, após a bolsa romper, por volta das 18h, a equipe médica teria insistido na realização de um parto normal, mesmo com fortes dores e sinais de complicações. "A médica fez o toque e disse que seria cesárea. Na ultrassonografia, o rostinho do bebê estava virado, então disseram que precisava ser cesárea. Mas depois que a bolsa estourou, ela foi deixada esperando. Sentia muita dor e ninguém monitorava", relatou uma parente da paciente. Ainda segundo a denúncia, a parturiente chegou a desmaiar na mesa de parto após cerca de duas horas de tentativas de parto normal, sem sucesso. Os familiares também relataram condutas consideradas abusivas por parte da equipe: "A enfermeira enfiava a mão na vagina dela para tentar abrir espaço pro neném nascer. Em um momento, pediu até para a paciente colocar a mão, sem luvas, para sentir a cabeça do bebê", afirmou um familiar. Imagens divulgadas pela reportagem mostram o bebê com marcas visíveis no rosto, que teriam sido causadas durante o parto. O caso deverá ser levado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à Defensoria Pública do Estado (DPE) para investigação.

Foto: Reprodução l Rede Social

O que diz o hospital

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Brumado, por meio da Direção Clínica do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, negou que tenha ocorrido qualquer episódio de violência obstétrica. Segundo o comunicado, o parto foi conduzido por equipe habilitada e seguiu os protocolos clínicos recomendados para a situação. "A parturiente apresentou distócia de apresentação fetal, evoluindo com deflexão de terceiro grau da cabeça fetal (apresentação de face), uma condição rara, mas documentada na literatura médica", diz a nota. A direção argumenta ainda que o toque vaginal constante foi necessário devido às dificuldades técnicas impostas pela apresentação fetal atípica. Sobre as lesões faciais no recém-nascido, a unidade informou que os traumas são compatíveis com a sensibilidade cutânea típica de neonatos e com o tipo específico de parto. O bebê recebeu atendimento pediátrico e analgesia após o nascimento, segundo a nota. Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, uma sindicância administrativa foi instaurada para apurar todos os aspectos do caso. 

Veja a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Saúde de Brumado, por meio da Direção Clínica do Hospital Municipal Professor Magalhães Neto, vem a público prestar esclarecimentos quanto à denúncia divulgada em veículos de imprensa sobre suposto episódio de violência obstétrica ocorrido nas dependências da referida unidade de saúde. Inicialmente, destacamos que o parto em questão foi acompanhado por equipe obstétrica regularmente habilitada, que seguiu os protocolos clínico-assistenciais compatíveis com a situação apresentada. De acordo com os registros em prontuário e os relatos dos profissionais envolvidos, durante o trabalho de parto a parturiente apresentou distorcia de apresentação fetal, evoluindo com deflexão de terceiro grau da cabeça fetal (apresentação de face), condição obstétrica rara, mas amplamente documentada na literatura médica. Deste modo, a apresentação fetal atípica implica em dificuldades técnicas para o parto vaginal, e exige avaliações manuais (toque vaginal) contínuas para monitoramento da progressão no canal de parto. Conforme apurado, o trauma identificado na face do recém-nascido é compatível com as particularidades anatômicas da apresentação de face, aliadas à sensibilidade cutânea natural do neonato. Importante esclarecer que, diante da evolução desfavorável e com a identificação da distorcia de apresentação, a equipe imediatamente indicou e realizou parto cesariano, em tempo oportuno, sem intercorrências cirúrgicas. Após o nascimento, o recém-nascido recebeu analgesia e avaliação pediátrica, conforme orientações clínicas estabelecidas.
Ressaltamos que não houve omissão de socorro, negligência ou qualquer conduta que configure violência obstétrica. Ainda assim, em respeito à cidadã envolvida, ao interesse público e à transparência da gestão municipal, o Secretário Municipal de Saúde determinou a instauração de sindicância administrativa para apurar com profundidade todas as circunstâncias do caso. O Município reitera seu compromisso com a ética, o respeito às gestantes e a humanização do parto, e permanece à disposição para colaborar com qualquer órgão fiscalizador, imprensa ou partes interessadas, no limite das normas legais e do sigilo profissional.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário