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Com açude secando, moradores de Várzea da Pedra, em Brumado, enfrentam seca e falta de água potável

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A seca severa tem castigado os moradores da comunidade de Várzea da Pedra, localizada na zona rural de Brumado, no sudoeste da Bahia. O único açude que abastece a região está secando, e a água restante já apresenta coloração barrenta, tornando-se imprópria para consumo humano. A situação tem gerado preocupação e indignação entre os moradores, que cobram ações urgentes das autoridades. Em busca de socorro, a moradora Thaiane recorreu às redes sociais para denunciar a condição crítica da comunidade. “Semana passada tive que vir às redes sociais fazer uma postagem relatando que a água que a gente usa no dia a dia não serve para cozinhar nem para beber”, relatou ela ao site 97NEWS. A repercussão da publicação surtiu efeito: no dia seguinte, um caminhão-pipa foi enviado até a casa de Thaiane e de sua tia. No entanto, segundo ela, o abastecimento não contemplou todas as famílias da comunidade. “Tem mais pessoas que fazem uso dessa água também, e eles não colocaram. A gente está tendo água na cisterna por enquanto, pra cozinhar e beber, mas e quando a água da cisterna acabar?”, questiona.

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A água que resta no açude ainda é utilizada para banho e limpeza, apesar do aspecto turvo e da baixa qualidade. “Infelizmente essa aí é a água que a gente está usando pra tomar banho, limpar a casa e demais coisas, e já está acabando também. Sinto até vergonha de dizer isso”, desabafa Thaiane. Um agravante é o fato de Várzea da Pedra ser, ironicamente, a única comunidade da região que não recebeu água encanada, ao contrário de localidades vizinhas como Roça de Baixo, Várzea do Moco e Várzea de Areia, que foram beneficiadas com o serviço desde 2024. “A água encanada vem até em Roça de Baixo, pra cima aqui só ficou nosso Várzea da Pedra”, relata a moradora. Ainda segundo Thaiane, um poço artesiano chegou a ser perfurado na comunidade em 2024, por meio de uma ação dos vereadores Vanderlei e Boca. No entanto, até hoje o equipamento não entrou em funcionamento. “Abriram o poço no terreno de um senhor, mas esse poço até hoje ninguém está utilizando”, lamenta. Os moradores seguem esperando providências concretas e contínuas, pois a cada dia a situação se agrava, e a sobrevivência depende de um recurso que deveria ser básico: a água.



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