ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Motociclista cai após frear para evitar colisão com ciclista em Livramento de Nossa Senhora

Projeto Glaucoma realiza atendimentos em Brumado neste sábado (26) e domingo (27)

Greve dos Correios termina após 15 dias; trabalhadores começam a retornar às atividades

Polícia Militar conclui 9ª edição da Operação Força Total com 16 armas apreendidas na Bahia

Colisão frontal entre ônibus e carro funerário deixa dois mortos na BR-020, em Correntina

Fiat Uno com restrição por furto ou roubo é recuperado pela PM em Caetité

Policial aposentado de 103 anos é condenado por homicídio em Salvador

Homem preso com revólver e maconha recebe liberdade provisória em Brumado

Hospital Municipal de Brumado inaugura nova emergência e adota sistema de classificação de risco

Brumado: Motorista perde controle de carro, bate em motociclista e atinge porta de loja no Centro

Setembro Amarelo - um simples abraço pode salvar uma vida

Mulher aciona PM após relatar agressão do companheiro durante discussão em Brumado


Em meio a artistas do Arrocha e Sertanejo, Forró perde espaço no São João do Nordeste

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Com mais de 1.200 artistas contratados, os festejos juninos já começaram com muita empolgação em mais de 300 municípios da Bahia. Apesar disso, o forró, estilo musical típico e tradicional do período, não é mais o protagonista. Apenas uma banda do gênero está entre os cinco artistas mais contratados no estado. Mastruz com Leite, banda de forró eletrônico, ficou atras dos três artistas mais contratados: Toque Dez, Devinho Novaes, Heitor Costa, de outro ritmo baiano, o Arrocha. Fecha a lista em quinto lugar Tayrone, do mesmo gênero. O cachê destinado a estes artistas também fica para trás quando comparado a outros gêneros. Neste ano, o artista com maior cachê é Gusttavo Lima, do sertanejo, com valor de contrato de R$1,1 milhão, em Luís Eduardo Magalhães. Apenas dois artistas do forró estão entre os mais bem pagos: um deles é Nattan, artista que traz o forró, mas mistura com samba, pagode, música regional brasileira e trap. Wesley Safadão, com forró eletrônico, também está entre os mais bem pagos. Os dados são do Painel Junino do Ministério Público da Bahia. A perda da tradicionalidade e a necessidade de agradar o público são apontados pelo professor Milton Moura, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia, como uma das principais razões para a falta de protagonismo do forró. Moura avalia como um “absurdo” a hipervalorização de artistas da cultura do rodeio, tradicional do eixo Minas Gerais - São Paulo - Mato Grosso do Sul, em detrimento de artistas locais. “A intenção é conquistar grandes públicos, mas acaba estimulando os públicos de pequenas cidades ou até do campo a acharem que o que é bom é o que vem de fora”, avalia. A opinião de Milton é compartilhada pelo pesquisador e compositor Roberto Mendes, que acredita que há uma falta de compromisso no Brasil como um todo com a cultura. “Não tem um estudo, uma investigação sobre o comportamento nacional com o São João, uma das festas mais populares do país”, aponta.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário