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Não tá fácil pra ninguém: Mesmo com calor extremo, vendedor de picolé relata queda nas vendas em Brumado

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Com a onda de calor que o Brasil vem enfrentando nos últimos dias, especialmente a Região Nordeste, que ainda sofre com o efeito El Ninõ, o qual conforme especialistas, vai provocar nos primeiros quatro meses do ano que vem, uma severa estiagem no Nordeste. Mas, para muitos, o calor é visto como mais uma fonte de renda, principalmente aos vendedores de água de coco, sorvetes, picolés, açaí e água mineral. No entanto, tem um setor em Brumado que não teve um certo aumento nas vendas como o esperado. Em entrevista ao site 97NEWS, o simpático vendedor de picolés, Deusdete José da Silva, afirmou que o calor extremo não trouxe resultados nas suas vendas. "Já tive dias melhores, em outros verões a meses quentes, já cheguei a sair com 200 picolés no carrinho, e vendia tudo em apenas meio dia de trabalho. Hoje, saio com 100 unidades, e no fim do dia, tem dias que retorno com picolés para a sorveteria", disse o vendedor que atua há 25 anos em Brumado. Segundo o Deusdete, mesmo com o calor, a população de Brumado tem gastado menos. "Parece que a coisa deu uma segurada, não estão mais gastando como era antes, até o comércio tá fraco. Não sei o que é, mas que caiu as vendas, caiu", afirmou. E o preço do "gelado" não está salgado, pois cada unidade, segundo o vendedor sai pelo preço de R$2 a R$3. "É um valor bom, porque você se refresca e hidrata com sabores diversos", diz. Ele espera que com a chegada do fim do ano, as vendas possam melhorar. "Esperamos que sim viu, quero vender pelo menos uns duzentos por dias, e pagar as contas", disse sorridente.



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