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Falta de saneamento mata 11 mil pessoas por ano no país, diz IBGE

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A falta de saneamento no Brasil foi responsável pela morte de pelo menos 135 mil pessoas entre 2008 e 2019 no país -- o que dá uma média de 11,2 mil ao ano. As informações são do site Folhapress. O dado consta no Atlas do Saneamento, divulgado na quarta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento mostra também que as DRSAI (Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado) foram responsáveis por 0,9% de todos os óbitos do país no período. De acordo com a publicação, a Doença de Chagas, as diarreias e a disenteria foram as principais causas de morte pelas DRSAIs, com 81,5% dos óbitos constatados no período. Entre 2008 e 2019, segundo o Ministério da Saúde, morreram no país 14 milhões de pessoas. As DRSAIs tiveram participação em 21,7% do total de óbitos no período quando especificadas apenas as doenças infecciosas e parasitárias. 

 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Os maiores percentuais, diz o estudo, foram verificados nas regiões Centro-Oeste (42,9%) e Nordeste (27,1%). No período de 2008 a 2019, foram notificados 11,9 milhões de casos de DRSAI no Brasil, com 4,9 milhões de internações no SUS (Sistema Único de Saúde). Além das doenças campeãs em óbito, outras aparecem em seguida, mas com diferenças regionais marcantes: dengue, zika e chikungunya foram a terceira causa de óbitos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste; as leishmanioses aparecem mais na região Norte; a esquistossomose, no Nordeste; e a leptospirose, no Sul. Das mortes relacionadas à falta de saneamento no país entre 2008 e 2019, 84 mil óbitos foram de idosos com 60 anos ou mais. Ainda segundo o documento, apenas 60,3% dos municípios brasileiros fizeram coleta de esgoto em 2017. Já 99,6% desses municípios tinham abastecimento de água por rede geral naquele ano. Para o IBGE, o resultado da pesquisa "sugere que o acesso aos cuidados de saúde sofre efeitos da fricção da distância e da desigualdade e fragmentação espacial, mesmo em espaços intrarregionais."



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