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Especialista da Clínica Mais Vida explica o que é medicina de precisão (ou personalizada)

Foto: Divulgação

Na era da Medicina Baseada em Evidências, tem-se cuidado dos pacientes a partir de recomendações que surgem (desejavelmente) de grandes estudos clínicos randomizados e controlados, a partir de grandes grupos de indivíduos estudados (heterogêneos, ainda que não a olho nu, certamente). O termo "Precision Medicine" ou "Medicina de precisão" vem na contramão da generalização de condutas, e começou a ser utilizado de forma ampla a partir de janeiro de 2015, com o lançamento da "Precision Medicine Initiative" pelo então presidente norte-americano Barack Obama. A especialista da Clínica Mais Vida, Dra. Nathale Prates explica que a Medicina de Precisão é uma modalidade de medicina mais personalizada e assertiva. Exemplificando: sabemos que um mesmo medicamento pode deflagrar efeitos completamente distintos (ou ausência de efeito) em diferentes pacientes; importante então se faz saber que medicamento se aplica melhor ao paciente em questão na consulta médica. Para isso, utiliza-se de análise do perfil genético do paciente, associada a informações sobre o estilo de vida e comorbidades do indivíduo em questão. Neste contexto, a soma dessas informações permite que o médico indique um tratamento mais personalizado e eficaz para cada paciente. Continua dizendo que no Brasil, a medicina de precisão está engatinhando desde a criação da Rede Nacional de Farmacogenética em 2013, responsável por gerar dados acerca deste tema sobre e para a população brasileira. Em 2015 a Fapesp aprovou a criação da Brasilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed), que reúne instituições de pesquisa e ensino público do estado de São Paulo, para criar uma plataforma de estoque de dados genéticos provenientes de 5 centros sediados nas instituições. Em 2017 foi criada a Associação Brasileira de Medicina Personalizada e de Precisão. A Medicina de Precisão se utiliza das ditas ômicas (genômica, transcriptômica, proteômica e mirnômica), através de testes genéticos ainda não amplamente disponíveis. Portanto, ainda não estamos falando de uma realidade clínica amplamente acessível nos dias atuais, mas certamente trata-se de um vislumbre do que há por vir. Dra. Nathale ressalta que em Endocrinologia, os testes moleculares já são realidade para melhor seguimento dos pacientes com nódulos tireoidianos de citologia indeterminada (categorias Bethesda III e IV), embora ainda para um seleto grupo de pacientes que tem poder aquisitivo para custeá-lo, infelizmente. O mir-THYpe (um dos testes moleculares mais utilizados, desenvolvido em parceria que envolveu o Hospital do Câncer de Barretos), por exemplo, analisa a expressão de 11 microRNAs por PCR em tempo real e pode evitar cirurgias desnecessárias em até 84% nos nódulos indeterminados de tireoide. Um resultado negativo neste teste funciona como um resultado benigno (categoria Bethesda II) na citologia (exame microscópico que se segue à punção de tireoide com agulha fina), e indica que o paciente não precisará se submeter à cirurgia de retirada da tireoide (sem o teste, estes pacientes seriam operados e descobririam na biopsia que seu nódulo que levou à cirurgia é, na verdade, benigno (o que significa exposição a um risco desnecessário de complicações cirúrgicas). *Nathale Prates é médica endocrinologista graduada pela UESC, com Residência em Clínica Médica pelo Hospital Santo Antônio e em Endocrinologia pelo HGRS. Já atuou como professora concursada efetiva do curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe.. A prevenção é a melhor forma de cuidar da sua saúde! Para maiores informações, ligue: (77) 3441-4545 / (77) 99951-4755 (77) 3441-4500 / (77) 99989-6868.



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