ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Tragédia na Chapada Diamantina: acidente na BA-148 deixa oito mortos e três feridos

Condenado por homicídio há 25 anos é colocado em liberdade após decisão judicial em Brumado

Caminhão sem freios utiliza área de escape e evita acidente na BA-142, em Ituaçu

Agricultor desaparece após viagem a Brumado para resolver pendência no INSS

Motociclista morre após acidente em estrada vicinal na zona rural de Dom Basílio

Brumado: Homem é preso por violência doméstica, ameaça e desacato no Distrito de Cristalândia


São João sem fogueiras? 'Não podemos deixar morrer a tradição junina', diz vendedor

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Uma das maiores tradições juninas do nordeste, a fogueira, está ameaçada durante o segundo ano de pandemia da Covid-19. Isso porque em algumas cidades, Decretos pedem a suspensão das fogueiras no período junino. Entre os motivos, a fumaça expelida pode trazer sintomas como a falta de ar, podendo evoluir para uma Síndrome Aguda Respiratória Grave. No entanto, em Brumado, para manter a tradição, vendedores defendem que "a tradição não pode morrer". Marcos Eduardo conversou com a reportagem sobre a venda das fogueiras nesse segundo ano com o coronavírus. Segundo ele, em 2020 a tradição se manteve, mas bem tímida por conta da doença que se agravava na cidade. "No ano passado a venda foi boa, mas esse ano vai ser melhor ainda, a população já está procurando", disse. Conforme Eduardo, o São João é a raiz onde tudo começou. "A fogueira tem um significado emocional e cultural. Sem a fogueira, fica um vazio [...] a chama não pode se apagar. Afinal de contas, é São João", diz o vendedor. 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

De acordo com Marcos, mesmo com as fogueiras na frente das casas, os brumadenses vão comemorar com as famílias. "Todos que chegam aqui me falam, não vamos fazer aglomerações, 'vou ficar em casa com minha família'", comenta Eduardo ao receber os clientes em casa. Ainda segundo o vendedor, a madeira utilizada por ele nas vendas são de loteamentos que estão sendo construídos na cidade. "É madeira de loteamentos aqui da cidade, eu peço aos donos e eles me doam. São madeiras de lotes que foram autorizados na cidade, não é madeira de lei", afirma. Entre as mais vendidas está a fogueira de algaroba. "Eles preferem mais ela porque demora mais de queimar", diz. A árvore no Brasil, também é conhecida por possuir vagens que servem para produção de ração de animais. Por isso, ela é conhecida como 'planta mágica do Nordeste'. Sobre o valor, Eduardo afirma que depende do tamanho do feixe. "Aqui varia o preço, tem fogueira de R$ 50, tem de R$ 40, depende, na hora a gente conversa", relata o vendedor.

 



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário