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Ainda sem espetáculos, circenses se reinventam e reciclam para sobreviver em Brumado

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O circo, por ser um ambiente fechado, com pouca circulação de ar e gerar aglomerações, foi um dos primeiros espaços que foram fechados com a pandemia da Covid-19. Sem ter onde se apresentar, os artistas precisaram se reinventar. Sem plateia, a renda das famílias que vivem do circo ficou curta e alguns vivem de doações. O site 97NEWS vem acompanhando a trajetória  do Circo Alegria que desde o início da pandemia, acampou na lateral de uma escola pública na Vila Presidente Vargas, em Brumado. Já são treze meses sem armar a lona ou montar o picadeiro. Em algumas companhias, os diversos espetáculos precisaram deixar os palcos e migrar para plataformas digitais por conta da crise. No entanto, as pequenas estruturas não conseguiram partir para o mundo digital, e os seus artistas tiveram que migrar para outras formas de conseguir renda. 

 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O circense Douglas Ribeiro Lima conta que teve uma carreira inteira de sua vida dedicada ao circo, mas se emociona ao ver o picadeiro desmontado. Vivendo de reciclagem, ele afirma que só assim para conseguir colocar o almoço e jantar na mesa. "Hoje vivemos só de reciclagem, mas é triste ver a [lona] no chão. Que essa vacina chegue logo a todos nós", diz. Para ele, os artistas têm um papel essencial nesse momento de perda. "Graças a Deus a população tem ajudado muito, a nossa luta diária com recicláveis é para manter os medicamentos, lanche para as crianças, a carne e roupas", conta. Naiara que tem quatro anos de circo disse que nunca imaginou ver o que antes era só "alegria" se transformar em um monte de ferro amontoado e guardado. "É triste ver todos os dias essa cena aqui. Nosso papel era levar sorriso, mas com a fé em Deus, a alegria vai voltar", comenta emocionada. 



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