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Pequenos fabricantes de ovos de Páscoa tentam se adaptar à pandemia em Brumado

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A Páscoa costuma ser um período próspero para muitos comerciantes autônomos que atuam na área de doceria em Brumado. Ovos de chocolate caseiros, recheados e trufados. E que tal dar um toque único e personalizado antes de presentear alguém ou a si mesmo com um mimo adocicado? É a proposta da Edineide de Almeida Brito, que há 24 anos trabalha como doceira. Com uma mini fábrica em casa, ela traz como carro-chefe a confeitaria afetiva. "Aqui a gente coloca muito amor nos ingredientes", afirma. Segundo ela, a grande procura para este ano é o ovo trufado e o de colher. "Os tradicionais vendem, mas como o ovo de colher e o trufado não tem igual, é um sucesso", comenta. Essa é a segunda Páscoa de Edineide com a pandemia do coronavírus. Pela primeira vez, ela sente uma queda na procura. "Com o fechamento do comércio, creio que as pessoas estão mais receosa. No ano passado, mesmo com o início da pandemia, vendi bem, mas este ano as vendas estão em 70%". relata. Para atrair os consumidores, ela vai adotar a opção de entrega antecipada, além de promover algumas promoções. Para 2021, a meta de venda é de 150 ovos. No entanto, ela acredita que a demanda será menor. 

Diante da pandemia da Covid-19, o cuidado na higienização dos produtos é redobrado. Almeida conta que limpa o espaço de produção dos doces duas vezes ao dia, com água sanitária, e sempre tem em mãos o álcool 70%. "Todos os pacotes que entram aqui em casa eu lavo. E sempre estou com álcool por perto", afirma. A rotina de fabricação também mudou para adequar ao momento atual. "Preferi começar a fabricação em julho do ano passado pra os ovos tradicionais. Já os trufados temos que fabricar na semana mesmo da páscoa", explica. Uma outra aposta é a venda na pré-Páscoa. "Estamos vivendo em um momento muito incerto. Não sabemos até quando será permitido o delivery. E como será o cenário mais para frente", pontua. Adriana Pontes de Souza, 44, precisou se adaptar para garantir a renda deste ano. "Como as encomendas caíram e tive muitos pedidos cancelados, comecei a vender sobremesas e bolo no pote por aplicativo", relata. Esse também foi o caminho encontrado por algumas doceiras de Brumado. Conforme Pontes, ela tem encontrado um pouco de estabilidade na demanda pelos aplicativos de entrega. "Muitas estão ampliando o período de vendas para se adequar. Outras estão montando kits, tudo para atrair e dar mais comodidade ao consumidor", explica. 



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