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Brumado: Em carta aberta, médicos defendem, com o consentimento do paciente, usar métodos não comprovados ou novas medidas contra a Covid-19

Foto: Divulgação

Esta semana, em uma carta aberta a população brumadense, médicos que atuam na cidade de Brumado declararam apoio a novas medidas e métodos ainda não comprovados pela ciência para o combate ao novo coronavírus. Na carta eles pedem: "A democracia do paciente em ter o direito de opinar e decidir pelo próprio tratamento. A democracia do médico ter o direito de escolher e informar a melhor conduta terapêutica ao seu  paciente e, com sua anuência e permissão, prescrever as medicações que achar convenientes. Essa democracia está ameaçada por quem almeja cercear esses direitos." Na carta a categoria também defende protocolos amparados pelo Ministério da Saúde. "Quanto ao gestor, que crime comete ao anunciar uma 'Estratégia de Saúde Pública' amparada por Protocolos do próprio Ministério da Saúde? Embasada em uma série de experiências positivas observadas ao longo desses meses de pandemia? Amparada e legitimada por médicos de diversas especialidades, que se debruçaram voluntariamente sobre o tema, estudaram a fisiopatogenia da doença e encontraram formas de minimizar a gravidade dos acometimentos sistêmicos, evitando internamentos, agravo à saúde e tentando salvar vidas?", escreveram. Os médicos defendem ainda o tratamento a Covid-19 como novos métodos, mas ressaltam que a medida deve ser com o consentimento do paciente. "Quando, do diagnóstico aos métodos terapêuticos, não há eficácia no tratamento, o médico, com o consentimento do paciente, deve estar livre para usar métodos não comprovados ou novas medidas: diagnósticas, profiláticas e terapêuticas, caso estas sejam, uma promessa de vida, o restabelecimento da saúde ou o alívio de um sofrimento (Helsinque, 1962)".  Abaixo, leia a carta completa:

"A democracia do paciente em ter o direito de opinar e decidir pelo próprio tratamento. A democracia do médico ter o direito de escolher e informar a melhor conduta terapêutica ao seu  paciente e, com sua anuência e permissão, prescrever as medicações que achar convenientes. Essa democracia está ameaçada por quem almeja cercear esses direitos. Quanto ao gestor, que crime comete ao anunciar uma Estratégia de Saúde Pública amparada por Protocolos do próprio Ministério da Saúde? Embasada em uma série de experiências positivas observadas ao longo desses meses de pandemia? Amparada e legitimada por médicos de diversas especialidades, que se debruçaram voluntariamente sobre o tema,  estudaram a fisiopatogenia da doença e encontraram formas de minimizar a gravidade dos acometimentos sistêmicos,  evitando internamentos,  agravo à saúde e tentando salvar vidas? Onde está o caminho do meio? Onde está o bom senso e o respeito à dignidade humana? Estão na mesma vala onde são enterrados os corpos dos desvalidos que morreram à míngua, negligenciados,  sem alguma oportunidade de tratamento ou consolo. “Quando, do diagnóstico aos métodos terapêuticos, não há eficácia no tratamento, o médico, com o consentimento do paciente, deve estar livre para usar métodos não comprovados ou novas medidas: diagnósticas, profiláticas e terapêuticas, caso estas sejam, uma promessa de vida, o restabelecimento da saúde ou o alívio de um sofrimento” (Helsinque, 1962) ". Vejam a relação dos médicos e outros profissionais da área: Danilo Menezes CRM 17600; Erickson Dias Cambuí CRM 17554; Luiz Fabiano CRM 31181; Murilo Camelo Fernandes CRM 31386; Renata Britto CRM 31696; Lavínia Caires CRM 34198; Bruno Andrade CRM 23459; Carlos Alves de Jesus Júnior CRM 24695; Maurício Rios de Castro CRM 23660; Bruno Leandro Neves Brandão CRM 31322; Thiago Torres  CRM 27950; Carla Torres CRM 27951; Breno Fernandes CRM 32122- BA; Marcolino Souza Aguiar CRM 22958 e Joaquim de Castro Donato Júnior CRM 20176."



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