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Cadeirante fala dos desafios em se locomover pelas ruas de Brumado

Foto: Manu Nunes l 97NEWS

Não há dados específicos de quantos deficientes ou pessoas com necessidades especiais tem em Brumado. O site 97NEWS acompanhou uma cadeirante para mostrar que circular pelas ruas da cidade é um desafio, não só pela limitação dos movimentos, mas pelos obstáculos que são colocados no caminho: árvores e postes no meio da calçada, guias sem rebaixamento e buracos nas ruas. Um dos deficientes acompanhado pela equipe de reportagem é a Marizete Dias, 44 anos. O "passeio" começou na Rua Coronel Tibério Meira. Uma via com asfalto, mas os buracos e falhas prejudicam bastante a locomoção. “Minha cadeira de rodas elétrica que comprei à poucos meses já está praticamente estragada porque o asfalto não ajuda. Seria bom se todo o centro comercial fosse asfaltado”, reclama. 

Foto: Manu Nunes l 97NEWS

Segundo ela, em ruas com paralelepípedos, a dificuldade aumenta. São pedras soltas e na hora de atravessar a rua na maioria das calçadas não há rampas. “Em alguns estabelecimentos comerciais tenho que pedir ajuda as vendedoras pra entrar”, comenta. Ainda no centro comercial, Dias demonstrou como é para um cadeirante dar uma volta na rua e a calçada estreita dificulta a passagem da cadeira de rodas. E quando outros pedestres vêm na direção contrária, alguém precisa passar pela rua. Outro questionamento da cadeirante é com relação aos bairros da cidade, que às vezes nem acesso tem. “Se no centro tá assim, imagina nos bairros. Eu moro no residencial Brisas, e lá não tenho acessibilidade. "No bairro não tem nada adaptado para cadeirante. Para ir aos locais como posto de saúde, tenho que enfrentar buracos e pedras”, conta Marizete. 



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