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Brumado: Com a restrição das festas e eventos público, costureira relata prejuízos e queda de produção durante a pandemia

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Dia desses alguém perguntou para Cleonice Maria Garcia como ela está se virando para sobreviver durante a pandemia. “Muito, muito difícil. Pra mim está sendo um ano terrível”, respondeu a costureira, que há 16 anos, atende os mais diversos tipos de clientes. Ela desabafa e fala sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus em seu trabalho. “Só de pensar que nos meses de junho e dezembro eu quase não tinha tempo pra [respirar] de tanto trabalho, financeiramente este ano foi terrível. Não que isso não tiramos lições e aprendizados, mas está sendo difícil”, conta Maria ao 97NEWS. O impacto é generalizado, e a categoria parece estar sob a mira de um tiro de misericórdia. As festas de Fim de Ano, Natal e Carnaval, por conta das aglomerações, não vão acontecer. E com isso, as profissionais cada vez mais fecham as portas e algumas funcionam apenas com a clientela fiel, como é o caso da Cleonice. "Este ano, o máximo que eu consegui de trabalho foi cerca de 10% com relação à outros períodos. Antes, se minha renda mensal chegava a R$ 2 mil, este ano o máximo que eu consigo é R$ 300. O que me ajuda financeiramente é o meu marido, que há dois meses conseguiu trabalho e sustenta a nossa família", disse a costureira que tem dois filhos.

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Por causa da pandemia, nos primeiros meses, ela ainda conseguiu realizar alguns trabalhos com a produção das máscaras para alguns amigos, mas, logo em seguida, a produção caiu. "No primeiro e segundo mês da pandemia foi o que de fato eu consegui fazer compras para dentro de casa, e olha que foi uma compra bem reduzida da que nós estávamos acostumados. Mas foi essa renda que me ajudou", relata. Apesar das flexibilizações, ela não consegue atrair mais clientes, por conta dos eventos que não acontecem mais. “Este ano não vai mais acontecer festas e eventos, mas eu graças a Deus, estou conseguindo realizar uma agenda com os meus clientes para o mês de dezembro e assim garantir um pouco da produção”, disse Cleonice.



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