ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Brumado: SMTT realiza ações na 'Semana Nacional de Trânsito 2021'

Números de Covid na Bahia não são divulgados por falha no sistema do governo federal

Município de Guanambi é condenado a indenizar donos de carro atingidos por queda de árvore

Foi preso em SP o suspeito de cometer latrocínio em Paramirim

Brumado: Parentes, amigos e colegas dão último adeus a Daniel Simurro

Osmar Botelho é o novo presidente da Auditoria Pública Cidadã Baiana

Mais de 600 mil doses de vacinas serão distribuídas na Bahia nesta terça

Brumado: Venha conhecer a loja Império Utilidades

Jornalista Daniel Simurro morre aos 58 anos em Brumado

Brumado: Há 19 dias município não registra morte por Covid-19

Guanambi: Rui entrega reforma de estrada e autoriza R$ 35 milhões em ações

Brumado: Blogueiro Daniel Simurro é internado após mal súbito em sua residência

Brumado: Sindicato dos Mineradores denuncia assédio moral em empresa de refino de talco

Brumado retoma vacinação de adolescentes com 16 e 17 anos nesta terça-feira (21)

Novas chamas atingem Chapada Diamantina entre Mucugê e Lençóis

Caetité lidera produção mineral baiana em agosto

Em carta, governadores desmentem Bolsonaro sobre alta da gasolina

Brumado: Manifestantes protestam contra Bolsonaro e prefeito Eduardo Vasconcelos em praça pública

Brumado: Após 1 ano e cinco meses, grupos de capoeira retornam com encontros em praças

Tem novidade na Gel Sol, sua representante Intelbras na Bahia


Autores de pesquisa sobre cloroquina no Amazonas recebem ameaças

Foto: Divulgação

Um estudo conduzido em Manaus sobre o uso da cloroquina em pacientes de Covid-19 virou alvo da ira de simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro. Por meio das redes sociais, os pesquisadores passaram a receber ameaças de morte. A polícia do Amazonas informou que está investigando as ameaças de morte. Em rede social de um dos pesquisadores, perfis falsos escreveram: "Filho da puta maldito. Deve ser espancado quando pisar na rua!!" e "Assassino comunista fdp". A pesquisa CloroCovid-19, feita com 81 pacientes em estado grave internados em Manaus, tem o envolvimento de 70 pessoas de instituições como Fundação de Medicina Tropical (FMT), de Manaus, a Fiocruz, a USP e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um grupo foi tratado com dosagem baixa, adotada em um hospital dos EUA, e outro recebeu dose mais alta, adotada na China. O objetivo, segundo os pesquisadores, é "verificar se há ação benéfica da cloroquina, em comparação com dados de outros estudos internacionais, nos quais pacientes em condições clínicas semelhantes não usaram cloroquina". O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) em 23 de março, segundo os pesquisadores. No mesmo dia, a cloroquina passou a ser administrada aos pacientes de Manaus. Os primeiros resultados foram divulgados no dia 6 de abril por um infectologista da FMT. Em entrevista coletiva online ao lado do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), ele afirmou que os pacientes "se beneficiaram discretamente" da cloroquina e que os resultados encorajavam a continuidade, mas que, em dose mais alta, o medicamento "pode, sim, dar arritmias graves e levar à morte". Nos EUA e no Brasil, ativistas que, alinhados aos presidentes Donald Trump e Bolsonaro, defendem a cloroquina disseram que o estudo foi mal conduzido e até que tinha como motivo desacreditar o medicamento. A partir disso, diversos pesquisadores passaram a receber ameaças. "O debate não apenas está tendo forte viés ideológico, mas também prejudicando a reputação de pesquisadores com forte tradição de pesquisa no Brasil e no mundo, o que pode ser um efeito deletério grave em momentos como o que estamos vivendo", afirmam os autores da pesquisa, em comunicado.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário