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25 milhões de pessoas no mundo podem perder o emprego devido a Covid-19, diz Organização do Trabalho

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Na última quarta-feira (18), a Organização Internacional do Trabalho (OTI) afirmou que até 24,7 milhões de trabalhadores podem perder o emprego por causa da pandemia de coronavírus. Segundo a OTI, o impacto nesse cenário pessimista seria pior que o da crise global de 2008, que destruiu 22 milhões de vagas. A Organização Internacional do Trabalho também destacou que a crise requer ação ampla e urgente dos governos. No melhor dos cenários, a OIT estima que 5,3 milhões percam o emprego como resultado direto da pandemia. Nos cálculos da agência, a contração do mercado de trabalho provocada pela pandemia pode tirar do bolso dos trabalhadores até US$ 3,4 trilhões (cerca de R$ 17 trilhões) até o final deste ano -- valor que equivale a mais que o dobro do PIB brasileiro do ano passado. Na Europa, até a tarde de quarta, todas as grandes montadoras já haviam anunciado a paralisação de suas unidades. Fiat, Ferrari, Lamborghini, Seat, Jaguar Land Rover (as três últimas do grupo VW), Renault, PSA (que produz Peugeot, Citroen, Vauxhall, Opel e DS), Volkswagen, Ford, Daimler-Mercedes Benz e BMW fecharam fábricas por ao menos duas semanas e estudam programas de lay-off (suspensão de trabalho temporária) ou demissão voluntária. A crise do setor automobilístico pode atingir até 13,8 milhões de empregos diretos e indiretos no continente, segundo a Acea (associação europeia de fabricantes), ou 6,1% do mercado de trabalho europeu. Governos dos principais países responderam com projetos de compensar parte dos salários dos trabalhadores em licença compulsória ou de elevar benefícios para os desempregados ou afastados por doença. Economistas, no entanto, alertam que países muito endividados, como a Itália, podem enfrentar problemas para oferecer a proteção social necessária aos trabalhadores afetados pela crise.



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