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Jovens são suspeitos de agredir colega dentro de ônibus escolar na zona rural de Brumado

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Os pais de dois adolescentes de 14 e 16 anos, suspeitos de agredir outro jovem de 14 anos em ônibus escolar, serão chamados a prestar esclarecimentos à Secretaria Municipal de Educação, em Brumado. A direção da escola onde os meninos estudam ainda não deu declarações. De acordo com a mãe do menino, Édina Queiroz, a agressão aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (11), quando o garoto retornava para a comunidade de Várzea Queimada, localidade rural onde a família reside. “Meu filho vinha na parte da frente do ônibus, e dois colegas dele o chamou para ele agredir outro colega, mas ele se recusou. Os dois adolescentes que são primos, arrastou meu filho para o fundo do ônibus e lhe deram socos na cabeça e na orelha”, conta. Ela ainda afirma que seu filho foi segurado pelos braços enquanto um dos colegas o agredia. "Meu filho foi segurado pelas costas, e o outro ficou batendo em sua cabeça. Ele esta com hematomas na cabeça e com o ouvido inchado por conta das agressões. Isso é um absurdo", lamenta Édina. A mãe ainda relatou ao 97NEWS que na quinta-feira (12) pela manhã seu filho queixava fortes dores na cabeça. "Tive que trazer meu filho no hospital para fazer exames, e agora se meu filho tiver algum problema?", argumenta a mãe. O menino de 14 anos diz que não quer mais voltar à escola por conta de agressões. “Meu filho tem uma orelha machucada até hoje por conta de uma pancada que ele levou dentro da escola de Itaquaraí”, diz. Segundo a mãe, ela vai registrar a ocorrência na polícia e no Conselho Tutelar. Conforme Édina Queiroz, após o fato ela procurou os pais dos dois adolescentes, mas apenas um deles manifestou aplicar correção no filho. Já o segundo pai, Édina conta que o genitor disse que não poderia fazer nada. "Os pais não resolve, a direção da escola também não. Procurei a secretária, mas ela não estava, e um funcionário com o nome de [João] disse que não podia fazer nada. Então quem vai resolver?", questiona a mãe reivindicando a necessidade urgente da presença de um monitor nos ônibus do transporte escolar. Em contato com a Secretária de Educação, Edinéia Ataíde, ela afirmou que devido à problemas de saúde com um familiar, ela não estava na Secretaria Municipal, mas que o assunto ainda não havia chegado até ela. “Nosso procedimento sempre é convocar os envolvidos, registrar e tomar as medidas cabíveis”, diz. De acordo com Edinéia, só após ouvir os envolvidos, a pasta poderá se manifestar. "Por enquanto não dá para manifestar sobre o assunto", esclareceu.

 

 



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