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Apesar de serem apenas 6, a volta dos médicos para Cuba aumentará o déficit do setor de saúde pública em Brumado

Os médicos cubanos que vieram para Brumado tiveram uma atuação aprovada pela população (Foto: 97NEWS Conteúdo)

A adoção do Programa “Mais Médicos” que foi feito em parceria com Cuba, trazendo um grande número de profissionais do setor para o Brasil, contribuindo para diminuir o enorme vácuo no atendimento público de milhões de brasileiros que utilizam o SUS, foi uma medida de muita positividade. Com a confirmação do fim da parceria nessa semana, os cerca de 8 mil médicos cubanos que atuam em todo o território nacional terão que retornar para a ilha caribenha, deixando um rombo muito difícil de ser preenchido, já que são o dobro dos médicos brasileiros que atuam no setor público. O ato que foi visto como uma represália à nova ideologia implantada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, vai ter consequências negativas que irá prejudicar, principalmente, as populações que estão na faixa de vulnerabilidade social, já que os médicos cubanos não tinham dificuldade em trabalhar nos rincões mais distantes, o que não poderia acontecer com os brasileiros, que são na sua grande maioria, advindos das classes mais favorecidas da sociedade. Brumado recebeu seis médicos cubanos, os quais estavam prestando um serviço muito positivo, tendo o reconhecimento popular. Agora, com o fim da parceria, eles irão embora até o final do ano, aumentando ainda mais o vácuo do atendimento, que se já era deficitário, agora, irá ficar ainda mais. A princípio o questionamento de que a redução em apenas 6 médicos não trará grandes prejuízos à saúde pública municipal não é factível, especialmente para o meio rural, já que eles atendiam nos distritos e comunidades, facilitando o acesso dos moradores, que, antes tinham que se deslocar para a sede do município. Em contato com o secretário municipal Claudio Feres, ele confirmou essa tendência ao dizer que “irão fazer falta sim, pois já temos um déficit enorme de médicos e a perda desses excelentes profissionais trarão prejuízos ao atendimento”. Questionado sobre quais serão as medidas para buscar preencher a lacuna ele se limitou a dizer que “realmente será um desafio, pois trazer médicos dos grandes centros para cá é um custo muito alto e aqui o contingente de profissionais médicos é muito aquém das necessidades”. E finalizou observando que “vamos ter que achar uma alternativa, mas, confesso que não será fácil”.  



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