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Casal desvia R$ 5 milhões de prefeitura no interior de São Paulo; diretora financeira ostentava vida de luxo na internet

Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu na sexta-feira (3), Érica Cristina Carpi, ex-diretora financeira da prefeitura de Jales (SP). Ela é acusada de desviar mais de R$ 5 milhões da prefeitura para pagar despesas pessoais e de empresas da família. O marido dela, Roberto Santos Oliveira, também teve a prisão preventiva decretada. Os advogados de defesa dos suspeitos disseram que vão ter acesso ao inquérito e só depois vão se pronunciar sobre o caso. O casal e mais dois cunhados são acusados de participar do esquema de desvio de dinheiro dos cofres da Prefeitura de Jales. Além dos quatro suspeitos, a então secretária de Saúde da cidade, Maria Aparecida Martins, também tinha sido presa temporariamente, mas a própria Polícia Federal pediu a revogação da prisão. Nas redes sociais eles exibiam um padrão de vida luxuoso, o que despertou a desconfiança os investigadores. Segundo a PF, Érica era responsável por realizar todos os pagamentos da prefeitura. A tesoureira emitia cheques da prefeitura, pagava boletos bancários das empresas do marido, e até transferia valores diretamente das contas públicas, principalmente da área da saúde, em benefício próprio, de seus familiares, fornecedores pessoais e de empresas. 

Foto: Divulgação l PF

Os valores desviados eram ocultados em bens móveis e imóveis, além de financiar as empresas que foram abertas nas cidades de Jales e Santa Fé do Sul (SP). As investigações da PF começaram no início deste ano. Segundo a PF, há vários anos, a tesoureira seria a mentora do esquema de desvios. Ela foi contratada em 2005 para trabalhar na prefeitura sem concurso público. A polícia localizou cheques emitidos da conta do setor de Saúde da prefeitura, assinados pela tesoureira e pela secretária da Saúde, tendo como beneciários boutiques de grife, lojas de joias e decoração, salões de beleza, salões de festas, arquitetos, clínicas estéticas, móveis planejados. Segundo a polícia, uma vida de luxo bancada pelo contribuinte. Na internet, a família da tesoureira exibia uma vida de luxo. Festas, aniversários com camisetas personalizadas e fins de semana em uma chácara na Zona Rural de Jales que, segundo a PF, é avaliada em R$ 1,5 milhão e teria sido construída com dinheiro desviado dos cofres públicos. Durante a operação, a PF encontrou cerca de R$ 16 mil em dinheiro no quarto da irmã de Érica. As investigações apontaram que, somente nos últimos dois anos, ela teria desviado aproximadamente R$ 2 milhões.



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