ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

24º BPM registra aumento de 83% nas prisões de foragidos da Justiça em Brumado

TCM multa prefeito de Cândido Sales por propaganda pessoal com recursos públicos

Audiência sobre morte de jovem em Livramento reúne testemunhas e mobiliza familiares por justiça

Irmãos se envolvem em desentendimento e são conduzidos à delegacia em Malhada de Pedras

Polícia Federal realiza operação contra tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro no oeste da Bahia

Operação Ágora investiga esquema de sonegação de mais de R$ 10 milhões em ICMS na Bahia

Super ofertas da Central das Carnes; confiram

Brumado: Homem é preso por dívida de pensão alimentícia no Bairro São Felix

'Operação Rodovia Segura' avança e Polícia Civil apreende mais três veículos adulterados; total chega a 16 em Livramento

Dez internos do Conjunto Penal de Brumado conquistam vaga em universidades por meio do Sisu e Prouni

Homem com dívida de R$ 30 mil em pensão alimentícia é preso após ser identificado por reconhecimento facial, em Brumado

Motocicleta é furtada durante a madrugada em Livramento de Nossa Senhora; ação foi registrada por câmeras

CIPRv apreende veículo com restrição de furto em Aracatu

SAC Móvel inicia atendimentos em Brumado com emissão da nova carteira de identidade

Órgãos de controle da Bahia publicam diretrizes para contratação de artistas no São João 2026

Educação sexual nas escolas volta ao centro do debate público no Brasil

Venha para a Terça e Quarta Verde da Central das Carnes

Brumado: Motociclista fica ferido após perder controle da moto na rotatória da Avenida Centenário

Senado aprova aumento de penas para furto, roubo e receptação Fonte: Agência Senado

Prefeito de Filadélfia sela parceria com Vitor Bonfim e articulação pode levar gestor à base de Jerônimo


Suspeita de fraude, ex-prefeita de cidade baiana eleva patrimônio em 426%

Conhecida como "Minininha" a ex-prefeito é alvo de investigação (Foto: Reprodução)

A ex-prefeita de Maiquinique, no sudoeste baiano, Maria Aparecida Lacerda Campos (PSD), suspeita de envolvimento direto num suposto esquema de corrupção que, segundo a Polícia Federal, causou prejuízo de R$ 1,5 milhão aos cofres públicos, elevou seu patrimônio em 426% durante a gestão 2013-2016. Nas eleições de 2012, Minininha, como é conhecida a ex-gestora, registrou como patrimônio no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas uma picape Strada ano 2008 avaliada em R$ 38 mil. No cargo de prefeita, com salário de pouco mais de R$ 10 mil, passou o veículo adiante e comprou outro do mesmo tipo, só que ano 2014/2015, por R$ 38 mil e a Fazenda Duas Irmãs (85 hectares) por R$ 200 mil.

 

O novo veículo e a propriedade rural, localizada numa área de grande criação de gado de corte e leite, foram registradas por Menininha na declaração de bens das eleições de 2016, quando ela tentou se reeleger, mas foi derrotada pelo atual prefeito Jesulino de Souza Porto (DEM). O quadriênio 2013-2016 em que Minininha ficou no poder, elevando o patrimônio de R$ 38 mil para R$ 238 mil, é quando ocorreram desvios de verba do Ministério das Cidades para calçamento de ruas, informa a Polícia Federal, que nesta terça-feira (24) realizou a operação Ciranda de Pedra para dar fim ao suposto esquema. Da operação participaram 60 policiais federais, acompanhados de nove auditores da Controladoria Geral da União (CGU) e que cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e catorze mandados de intimação em Maiquinique, Macarani, Itapetinga, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Jequié, Mirante e Vitória da Conquista. Nas outras cidades, os alvos da operação são os envolvidos no suposto grupo criminoso, que, segundo a CGU, incluía Minininha. O grupo “atuava no direcionamento de processos licitatórios para empresas específicas”, afirma a CGU. A ex-gestora não foi localizada pelo CORREIO para comentar o caso. A CGU informa que a fraude consistia também na inexecução ou execução parcial dos objetos dos convênios firmados com o Ministério das Cidades, em pagamento por serviços não realizados e repasse de valores a funcionários públicos municipais ou pessoas a eles relacionadas. A alguns casos, diz a CGU, acrescentava-se o seguinte modus operandi: rescisão contratual por inexecução do objeto e realização de nova licitação para contratação de outra empresa do esquema, com vistas à execução dos mesmos serviços. Algumas das empresas serviam apenas de “fachada” e eram compostas por sócios “laranjas”. As empresas receberam, entre 2012 e 2017, o valor de R$ 3.428.183,03, com potencial prejuízo ao erário de R$ 1.587.619,76 – o montante desviado ainda será calculado. Também foi determinado o afastamento de sigilo bancário e fiscal dos principais envolvidos e o arresto de bens com valor acima de R$ 5 mil. Irregularidades na gestão de Minininha são apontadas também pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que rejeitou as contas de 2014, 2015 e 2016 da ex-gestora por razões como gasto excessivo com pessoal e uso irregular de verba do Ministério da Educação. No total, as multas somam R$ 96.900. O TCM determinou ainda que ela devolva aos cofres públicos R$ 124.344,96.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário