ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Bahia: APLB é denunciada por coagir professores para que recebam precatórios; entenda

Aracaju: Famílias disputam linguiça vencida descartada em terreno

Anvisa aprova uso de autotestes para Covid-19 no Brasil

Psicóloga especializada em Terapia Cognitiva Comportamental passa a fazer parte do quadro de especialistas da Clínica Mais Vida

Bahia vacina mais de 90% dos bovinos e bubalinos contra a febre aftosa

Caso do tripléx do Guarujá envolvendo Lula é arquivado pela Justiça

Brumado: CIPRv divulga relatório de acidentes do mês de janeiro de 2022 nas rodovias da região

Bahia: Governo suspende feriado prolongado no período do carnaval

Brumado registra 292 casos ativos e 3 pacientes internados por conta da Covid-19

Brumado: Sala do empreendedor auxilia na declaração anual do MEI

Brasil: 32 milhões de doses da vacina Janssen ainda não foram distribuídas às cidades

Pastores são presos por estupro de vulnerável e cárcere privado na Bahia

Ipespe mostra Lula no topo das intenções de voto, com 44%; Ciro e Moro empatam

Laboratórios privados deixam de notificar casos de Covid-19 na Bahia, diz Sesab

Brumado: Durante fiscalização na garagem da Novo Horizonte, PM apreende acessórios e cosméticos falsificados dentro de ônibus

Brumado: Polícia cumpre mandado de prisão contra traficante de drogas

Brumado: Prefeito destaca 1º vestibular de medicina que será realizado de forma online

Alunos da rede municipal de ensino de Brumado conquistam medalha de prata na OBMEP 2021

Homem é encontrado morto em Livramento de Nossa Senhora

Fundo Eleitoral de 2022 é 7 vezes maior do que valor destinado à Anvisa em 2021


Brumado: Brumadense transforma pneus velhos em bacias, chinelos e lixeiras contribuindo também para o meio ambiente

Jorge afirma ter muito orgulho de sua atividade de artesão (Foto: Luciano Santos | 97NEWS)

Transformar pneus velhos em bacias, lixeiras ou até mesmo em lixeiras. Essa é a forma de colocar a comida dentro de casa do brumadense Jorge dos Santos Cardoso, de 25 anos, que é morador do Bairro São Jorge, em Brumado. Ele recolhe pneus velhos e os transforma nesses produtos.  O artesão começou a fazer este trabalho desde criança, aos 10 anos de idade, acompanhando seu pai fazer belos trabalhos com pneus velhos. “Cresci vendo meu pai trabalhar com essa arte há 45 anos, e, naturalmente, aprendi a técnica. Demorei 90 dias para conseguir fazer o primeiro”, afirma. Jorge faz as artes em pneus na casa do seu pai, em um ateliê montado em um cômodo nos fundos da sua residência. Antes ele ajudava seu pai a cortar os pneus e, depois, pintá-lo, mas devido a um problema de saúde, seu pai está hospitalizado e precisa ser transferido para uma UTI em Vitória da Conquista. "Nesse momento uso este espaço para pedir ao poder público que consiga uma transferência para meu pai, pois ele necessita dessa transferência para que seu quadro de saúde não se agrave", pediu Jorge. O jovem também vai ter que passar por uma cirurgia. Em março deste ano, ele retirou uma hérnia, mas como não deu repouso, a cirurgia se abriu e o problema voltou, "não podia parar de trabalhar, com meu pai internado, precisava colocar a comida dentro das duas casas, o médico me pediu repouso de 30 dias, só fiquei 12 dias parado. Não aguentei, e voltei. No momento vou ter que fazer outro procedimento, e ficar parado, mas isso já me preocupa. Quem vai sustentar nossa família?", lamentou. Mas mesmo com a enfermidade do seu pai, e suas dificuldades, Jorge relata que o mais difícil nessa profissão, são as pessoas que ainda discriminam a representativa do artesanato. "Muitas vezes eu estou na rua recolhendo pneus, e as pessoas olham para mim e dão risadas, ou até mesmo nem olham, me ignoram. Mas enquanto eles zombam, eu faço arte e coloco o pão de cada dia em minha casa", desabafou o artista. Com 12 anos de experiência cortando pneus, Jorge diz que continua o que seu pai começou. “O mais complicado é cortar o pneu, antes não tínhamos experiência e nem uma máquina específica. Como o pneu tem um arame, o mais difícil é retirá-lo, para não ficar nenhuma farpa e machucar alguém”, afirma. A matéria prima vem de borracharias e locais que descartam os pneus. E o que era lixo se transforma mais uma vez e ainda ajuda manter a família. “Ajuda no orçamento sim, mas o mais gratificante é pegar um pneu cru, sujo e feio, e transformá-lo em arte”, afirma. O artista disse que os seus maiores clientes são os moradores da zona rural. "Vendo muito para os criadores de gado, eles usam as bacias para colocar ração para os animais". Ainda segundo ele, a média de preços dos produtos variam de R$ 20 a R$ 50. "Aqui eu fabrico bacias, lixeiras, chinelos e caqueiro, a arte é infinita", destacou. Para os interessados em adquirir os produtos do artesão, basta procurá-lo na Rua Santa Rita, 100, no bairro São Jorge, o telefone para contato, (77) 9.9871-0227. Pneus jogados em lugares irregulares são um dos principais criadouros do mosquito da dengue. Além disso, o tempo de degradação de um pneu no meio ambiente é indeterminado. “Isso é o mais importante. Um pneu que poderia ir para o lixo, vira uma obra de arte, ajudando a preservar o meio ambiente e também a dengue. Todos os meus trabalhos eu faço furos para vazar a água e não virar criadouro da dengue”, pontuou.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário