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Creas Chico Xavier celebra oito anos prestando serviços no município

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania - Sesoc, por meio da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social - Creas Chico Xavier, celebrou, juntamente com os componentes da rede, os 08 (oito) anos de implantação da instituição no município. Na oportunidade, a coordenadora, os técnicos e a orientadora social apresentaram os serviços ofertados e a metodologia de atendimento do referido centro. O Creas Chico Xavier foi inaugurado no dia 1º de abril de 2009, sendo no município um polo de referência, coordenador e articulador da proteção social especial de média complexidade. Através de uma equipe multiprofissional, a instituição disponibiliza acompanhamento técnico especializado, atuando em estreita articulação com o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Conselho Tutelar, outras organizações de defesa de direitos e demais serviços socioassistenciais, no intuito de fortalecer e estruturar uma rede de proteção social. A equipe Creas Chico Xavier presta atendimento a crianças, adolescentes, mulheres, idosos, pessoa com deficiência e pessoas em situação de rua em decorrência de violação de direitos, em conformidade com as demandas identificadas no território, tais como: violência física, psicológica e negligência, violência sexual, abuso e/ou exploração sexual, afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida protetiva, discriminação em decorrência da orientação sexual e/ou raça/etnia, descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família e ainda adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto de Liberdade Assistida - LA e de Prestação de Serviços à Comunidade - PSC. Além dos atendimentos prestados, a equipe, em parceria com demais órgãos governamentais e da sociedade civil, promove diversas ações, como palestras, seminários, campanhas, dentre outras, a fim de contribuir com a redução da incidência de violação dos direitos da população referenciada pelo Creas Chico Xavier. 

Foto: Divulgação


Animais soltos pelas ruas: O retrato do abandono e do descaso de uma Brumado que já está sendo vista como uma ‘cidade fantasma’

Para os visitantes esse é o quadro atual de Brumado, uma cidade abandonada (Fotos: Daniel Simurro | 97NEWS)

Há mais de duas décadas Brumado vem convivendo com a situação dos animais soltos pelas ruas da cidade sem que fosse dada uma soução para o problema. No começo os casos eram tímidos, esporádicos e de fácil controle, mas, com o passar do tempo, bois, vacas, bodes, cavalos e cães começaram a “desfilar” tranquilamente pelas vias públicas, ao melhor estilo “cidade fantasma”. De uns dois anos para cá a situação que já estava crítica, ultrapassou os limites do aceitável, já que o número de animais, principalmente de cães errantes, aumentou de forma considerável, trazendo assim inúmeros transtornos para a população, sendo que até alguns acidentes foram registrados. Algumas tentativas foram feitas por parte das autoridades para tentar resolver o problema, mas, se esbarrou, no primeiro momento, na falta de consenso, o que acabou gerando um certo enfrentamento entre Prefeitura Municipal e Ministério Público. Visando equalizar a situação, foi celebrado um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, entre as partes, no qual ficou acertado a construção de um canil/gatil para abrigar os animais que seriam tirados das ruas. 

 

As matilhas de cães errantes em um dos cartões postais da cidade, os jardins da Câmara de Vereadores de Brumado (Foto: Daniel Simurro | 97NEWS)

 

Outros atores importantes nessa questão foram, justamente, os grupos de defensores dos animais, que, de forma heroica, se desdobram em ações de salvamentos e na busca de realizar as adoções, numa tentativa corajosa de amenizar a situação. Nesse contexto, então, surgiu um novo impasse, já que o TAC incluía a participação da ONG AUAU na manutenção do Canil/Gatil Municipal, que, logo de início, constatou que a construção do equipamento público era totalmente inadequada para abrigar os animais, além de ser muito longe da cidade. Diante disso, a situação que já se agravava, se tornou crônica na atualidade, com projeção ainda mais preocupante, pois previsões estimam que a população canina errante na cidade já ultrapassa a quantia de mais de 700 animais. É difícil andar por um bairro em que não se veja uma matilha de cães errantes, muitas vezes acompanhada de uma “tropa de equinos”. Recentemente o vereador Zé Ribeiro Neves (PT) apresentou uma importante indicação para a construção de um Centro de Zoonoses em Brumado, a qual se for atendida será um passo muito importante na busca de se reverter a situação. 

 

Uma cena emblemática no maior cartão postal da cidade, a Praça Coronel Zeca Leite | Foto: 97NEWS Conteúdo

 

Neste feriadão da Semana Santa, a cidade recebeu inúmeros visitantes, sendo que alguns deles foram ouvidos pelo 97NEWS e os relatos apontavam para uma única afirmação de que “Brumado parece uma cidade fantasma, uma terra arrasada, abondada pelos seus governantes”. Mesmo sabendo que essa sombria indagação não pode ser compreendida de forma literal e não condiz com a realidade, pois a situação é muito mais ampla e envolve uma problemática complicada, pelo menos, para os visitantes, o retrato de Brumado, para eles, é mesmo de uma “cidade fantasma”, onde as imagens de matilhas de cães errantes que invadem as ruas da cidade, juntamente com outros animais, falam por si só. A leitura de alguns cidadãos conscientes é que parece estar existindo um jogo de “empurra”, por parte da administração municipal e do MP, pois, principalmente quando se questiona os representantes do poder, eles dizem que não podem fazer nada, pois as normas impostas foram muito rígidas e impedem quaisquer ações de retirada dos animais das ruas. No meio desse “fogo-cruzado” está a AUAU, que luta com “unhas e dentes” na busca da defesa dos animais, principalmente após as últimas ondas de envenenamento, mas que, devido aos recursos limitados, não pode fazer milagre. 

 

Nas proximidades da Praça Heráclito Cardoso, outro cartão postal da cidade, as matilhas de câes errantes vêm aumentando de forma considerável (Foto: Daniel Simurro | 97NEWS)

 

Então, a situação é crônica e entra na esfera sensível da saúde pública e, a população, que é a que mais sofre, não suporta mais “assistir” esse “filme triste” de uma cidade que era para ser a “joia rara” do sertão, mas que devido à “insensibilidade da letra”, vem passando a imagem de uma “cidade fantasma”, que parece abandonada pelos seus governantes. Agora fica a grande pergunta: até quando essa situação que já passou dos limites irá perdurar?; será que algum membro da alta sociedade precisará ser mordido ou ser vítima de uma doença transmitida por esses animais, ou, um caso extremo acontecer de uma criança indefesa atacada?, pois, para muitos, só assim, para que a solução seja dada com urgência uma solução para a questão. 



Diga ‘Chocolate’ e leve sua propina, diz executivo

Hilberto Mascarenhas (Foto: Divulgação)

O executivo Hilberto Mascarenhas, chefão do Departamento de Propinas da Odebrecht, disse aos procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal que ‘Chocolate’ era a senha para políticos e gestores públicos pegarem valores ilícitos. “Chegava no local e dava a senha ‘chocolate’. Vim pegar meu ‘chocolate, é cem (mil)’. Dizia senha e dizia o valor.” Hilberto contou que o doleiro Álvaro Galliez Novis – suposto repassador de dinheiro ilícito do esquema do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) – foi assaltado certa vez no Jockey Club do Rio. Os ladrões levaram entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões que estavam sob a guarda de Novis. O delator foi ouvido pelos procuradores da Lava Jato no dia 14 de dezembro, na sede da Procuradoria da República em Ribeirão Preto (SP). Segundo ele, o esquema ‘Chocolate’ migrava de endereço frequentemente. “No início existia um local que a área de operações estruturadas (setor de propinas da empreiteira) passava para o diretor de obras e este passava para o interessado final (para resgate da propina).” Depois, o lugar de entrega foi mudando. “Porque se fizer negócio desse no mesmo local você é assaltado todo dia. Funcionava principalmente em São Paulo e no Rio.” Hilberto disse que o esquema começou a dar problemas. “Uma pessoa, às vezes, não ia (pegar a propina) e aí sobrava o dinheiro lá. Aí tinha que passar gente lá, passava segurança guardando o dinheiro.” Sobre o episódio do doleiro Novis, o executivo contou. “Teve o assalto, ele perdeu 7, 8 milhões, teve que pagar, era meu tava na mão dele, tinha que dar conta. Ele disse que o dinheiro estava no Jockey Club do Rio, mas que não podia fazer nada porque estava sofrendo pressão. Se fizesse qualquer coisa de polícia, a filha deve estava correndo risco. Ia bancar. Cobrei dele metade de todas as comissões dele até conseguir pagar, levou dois ou três anos.” Depois que foi assaltado, Novis contratou uma transportadora de valores para manter sob guarda tanto dinheiro de propina. “Prá guardar o dinheiro que sobrava na mão dele. Gato escaldado”, disse o delator.



Audiência Pública discute crise hídrica em Rio do Antônio

(Foto: Divulgação)

À medida que aumenta a escassez de água na Bacia Hidrográfica do Rio do Antônio, tanto em consequência de fenômenos físicos como da degradação humana, acentuam-se os conflitos pelo uso da água. A construção do Açude de Truvisco, no Alto Rio do Antônio, Município de Caculé, tendo como propósito perenizar o Rio do Antônio, ao que parece só tem acentuado o conflito pelo uso da água, principalmente nos períodos de estiagem, uma vez que a água de Truvisco tem sido utilizada mais para a irrigação de culturas agrícolas, de pasto, piscicultura e a sua liberação para abastecimento humano a jusante, só tem ocorrido depois de muita discussão na Comissão Gestora do Açude e até representação no Ministério Público. A estiagem prolongada no Médio Rio do Antônio começa a trazer previsões dramáticas para os Municípios de Rio do Antônio e Guajeru. Estima-se que só haverá água disponível para o abastecimento nos próximos dois meses. Nesse sentido, a Câmara de Vereadores de Rio do Antônio realizou uma audiência pública, na manhã do último dia 15 de abril, que diagnosticou, discutiu as causas da crise hídrica naquele Município e ainda deliberou ações. A audiência contou com a participação de representantes da Prefeitura, EMBASA, CONTAG, do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, do MODERA e de populares. A audiência foi iniciada por uma exposição do ex-Secretário de Infraestrutura de Rio do Antônio, Professor Antônio de Souza Lima, que apresentou um diagnóstico da crise hídrica naquele Município, incluindo os seus impactos sociais, ambientais e econômicos. Na oportunidade, o Professor Lima propôs a elaboração, discussão e aprovação de propostas para soluções a curto, médio e longo prazo. Sobre o gerenciamento dos recursos hídricos no Alto Rio do Antônio, disse que esse tem sido precário, acarretando o monopólio das águas de Truvisco por usuários dos Municípios de Caculé e Licínio de Almeida e privilegiando grandes áreas irrigadas, causando prejuízos às populações de Rio do Antônio e Guajeru, no que se refere ao seu abastecimento humano. Segundo o Professor Lima, a concentração de água em Truvisco está levando o Rio do Antônio literalmente à morte e sérias consequências aos ribeirinhos à jusante do Açude. A participação do MODERA na audiência se deu por meio do Coordenador, Capitão Henrique Moreira Rocha e do Secretário Geral, Jorge Valério Rocha Gomes, que propôs a convocação de uma reunião extraordinária da Comissão Gestora de Truvisco para deliberar a abertura da comporta do Açude e representação no Ministério Público, caso a demanda não seja atendida. O Presidente da Câmara, Vereador André Rogério Berkovitz Soares, por sua vez, colocou em votação a segunda proposta, que foi aprovada pelo plenário da audiência. Segundo a Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas, Rita Braga, a Agência Nacional de Àguas – ANA realizará uma reunião na Cidade de Rio do Antônio, no próximo dia 04 de maio, para tratar da alocação da água de Truvisco.



Papa Francisco implora pela paz na Síria e no Oriente Médio

Papa Francisco durante sua tradicional bênção “Urbi et Orbi" (para a cidade e o mundo) da varanda com vista para a Praça de São Pedro no Vaticano neste domingo (16) (Foto: Osservatore Romano/Handout v

O papa Francisco implorou pela paz no Oriente Médio e na Síria, onde "reinam o horror e a morte", em sua tradicional bênção "Urbi et Orbi" do Domingo de Páscoa. Ante milhares de fiéis congregados na praça de São Pedro do Vaticano, o Papa rogou a Deus que "conceda a paz a todo o Oriente Médio" e ajude "a quem trabalha ativamente para levar alívio e consolo à população civil da Síria, vítima de uma guerra que não cessar de semear horror e morte".Francisco denunciou "o vil ataque" ocorrido no sábado na periferia de Aleppo contra civis que fugiam e que até o momento deixou 110 mortos. O pontífice também pediu a Deus que conceda "aos representantes das Nações o valor de evitar que se propaguem os conflito e acabar com o tráfico de armas".Nesta tradicional bênção à cidade e ao mundo após a missa pascal, o Papa argentina não esqueceu de seu próprio continente. Pediu a Deus para que "sustente os esforços de quem, especialmente na América Latina, se compromete a favor do bem comum das sociedades, tantas vezes marcadas por tensões políticas e sociais, e que, em alguns casos, é sufocado pela violência".



Eliana Calmon faz projeção que a 'Lava Jato' poderá atingir o Poder Judiciário

(Foto: Daniel Simurro | Arquivo de Conteúdo)

Ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a baiana Eliana Calmon acredita que a Operação Lava Jato ainda vai atingir o Poder Judiciário, mas em um "segundo momento". Durante entrevista à Folha de S. Paulo, ela disse que existe muito a ser investigado no setor. "Entendo que a Lava Jato pegará o Judiciário, mas só numa fase posterior, porque muita coisa virá à tona. Inclusive, essa falta tem levado a muita corrupção mesmo. Tem muita coisa no meio do caminho. Mas por uma questão estratégica, vão deixar para depois", declarou. Calmon acusou o corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio de Noronha, de tentar blindar juízes em entrevistas e criticou a ideia de que não se deve punir o Poder Judiciário. "Ele diz que é preciso dar mais autoridade aos juízes, para que se sintam mais seguros. Caminha no sentido bem diferente do que caminharam os demais corregedores", avaliou. A ministra aposentada do STJ ainda comentou a lista de investigados a partir das delações premiadas da Odebrecht e disse se surpreender apenas com os nomes do senador José Serra (PSDB-SP) e do ministro das relações exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). "Pelo que já estava sendo divulgado, praticamente todos os grandes políticos estariam envolvidos, em razão do sistema político brasileiro que está apodrecido", afirmou.



Projetor smart transforma superfícies em tela de até 180 polegadas

Projetor smart transforma superfícies em tela de até 180 polegadas (Foto: Divulgação/KeruoTV)

O Keruo L7 é um projetor smart portátil que promete ajudar quem costuma fazer apresentações em viagens a trabalho ou gosta de ver fotos e vídeos em uma tela grande. Com 12 cm de altura, 6,5 cm de largura e pesando 388 gramas, o gadget pode gerar imagens de cinco até 180 polegadas em qualquer superfície, basta que esteja posicionado a uma distância mínima de 20 cm. O dispositivo tem sistema operacional baseado em Android para facilitar configurações e armazena até 8 GB de arquivos. Quando a imagem é projetada, uma ferramenta de ajuste automático adequa a angulação à superfície, evitando vídeos em forma de trapézio ao invés de retângulo, por exemplo. Sem precisar de tripé ou acessórios acoplados, o Keruo L7 pode ser ajustado em um ângulo de até 15º e se manter fixo sem precisar de gambiarras. Segundo o desenvolvedor do projeto, a especificação é ideal para a experiência do telespectador independente da parede onde vá projetar. É possível conectar um celular, um tablet, um notebook ou até mesmo um Chromecast ao Keruo L7 utilizando conexões Wi-Fi ou Bluetooth. Há ainda suporte ao cabo HDMI, porta microUSB, alto-falante embutido e bateria de 4.000 mAh. A reslução das imagens projetadas é de 854 x 480. O Keruo L7 já bateu a meta de financiamento no Indiegogo e está à venda por US$ 299 (cerca de R$ 940). O frete para o Brasil é de US$ 15 (R$ 47, sem taxas) e a previsão de entrega está marcada para junho de 2017.



Cerca de 70% dos brasileiros ativos no Facebook se informam pela rede social

(Foto: Reprodução)

Quando a internet começou a ser disponibilizada comercialmente para a população brasileira, na segunda metade da década de 90, surgia a principal revolução midiática da história capaz de romper com as estruturas tradicionais de disseminação da informação predominantes até então. Assim, entramos no século 21 com o ambiente virtual modificando consideravelmente os hábitos de consumo de conteúdo. Vimos nascer redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook, sites de vídeos, como YouTube, e programas de chat, como Messenger e Skype, além de milhares de blogs e sites, elevando a web a um patamar ímpar na circulação de informação. Tantas ferramentas de liberdade e empoderamento começaram a preocupar os grupos de comunicação que reinavam há décadas como os únicos detentores legítimos do papel de informar.

 

 

ranking_noticias_facebook

 

Pois bem, o gráfico acima, produzido pela Quartz – agência norte-americana que divulga notícias sobre a nova economia global – mostra o ranking mundial dos países que mais consomem notícias por meio do Facebook. O Brasil aparece em primeiro lugar, com 67% de sua população buscando informação, prioritariamente, na rede social. Também ocupamos a liderança na utilização do Facebook para fins diversos, com 80%.


Algumas pessoas arriscarão dizer, precipitadamente, que a formação educacional precária da sociedade brasileira contribui para um cenário de superficialidade informativa, uma vez que países como Alemanha, França e Japão possuem índices baixos de buscas de notícias pelas redes sociais. Ou seja, em vez de ler uma revista semanal ou abrir um jornal, o brasileiro recorre aos meios digitais, práticos e acessíveis na palma da mão, e acaba esbarrando com frivolidades e informações inconsistentes.


Uma comunicação mais horizontal


Indubitavelmente, em meio a milhares de posts, páginas, blogs e sites, o ambiente virtual está repleto de conteúdos que não seguem uma apuração crítica. De outro modo, isso não quer dizer que não existam produções independentes com qualidade superior à de muitos jornais, telejornais e revistas. Diante desse cenário, a discussão dentro dos veículos de comunicação precisa ser em torno da reinvenção das técnicas jornalísticas e a eficaz apropriação da internet e das redes sociais. Até para se sustentarem como modelo de negócio, as empresas precisam aceitar que insistir na manutenção do conservadorismo é empurrar o jornalismo para uma crise ainda mais dramática.


Diferentes estudos já haviam evidenciado a transformação do fluxo informativo neste país cada vez mais conectado. A pesquisa “Democratização da Mídia”, divulgada em 2013 pelo Núcleo de Estudos e Opinião Pública (NEOP) da Fundação Perseu Abramo, mostrou que a internet é a fonte primária na busca de informações e notícias para 68,6% da população. Já o estudo Trust Barometer 2015, elaborado pela empresa de relações públicas Edelman Significa, revela ainda que, no Brasil, as ferramentas de buscas na internet aparecem em primeiro lugar em nível de confiança.


Vale ressaltar, no entanto, que o Facebook, assim como o Google, não é um produtor de conteúdo, mas sim, um disseminador de materiais elaborados por terceiros. Dessa forma, o Facebook funciona como um feed de notícias, grande parte delas proveniente da própria imprensa tradicional. Dessa forma, então, as pessoas estariam utilizando somente outro caminho para chegarem às mesmas fontes, certo? Errado.


A internet possibilita uma nova lógica do fazer jornalístico, por meio de uma comunicação mais horizontal. Se, por um lado, ela permite que qualquer cidadão seja produtor de informação, por outro não é mais necessário que os jornalistas profissionais estejam dentro de uma redação de um veículo da grande imprensa, com todas as suas barreiras, para “produzir e disseminar conteúdo – e até prosseguir nas histórias ignoradas pela mídia tradicional” (VIANA, 2013, p. 17).


Imprensa tradicional não acompanha o dinamismo


Apesar de muitos veículos utilizarem – inadequadamente – as redes sociais para divulgarem seus materiais, eles concorrem com a diversificação das fontes independentes, grande trunfo do sucesso da informação online. Ao contrário do que ocorre na imprensa tradicional, múltiplas vozes gritam no âmbito da web, atraindo um público que está continuamente em busca de representatividade, interação e de uma informação mais personalizada.


Prova disso é o surgimento, cada vez mais comum, de coletivos autônomos de comunicação. Sites, blogs e páginas em redes sociais voltadas para cidades, bairros e até favelas proliferam-se pelo país e desempenham uma função de divulgadores de uma realidade que nem sempre encontra espaço nos principais jornais. Com isso, a imprensa brasileira vem perdendo força ao longo dos anos e, em 2015, chegou à penúltima posição em nível de credibilidade, como aponta o estudo Trust Barometer. Já o último lugar dessa lista foi conquistado pelo governo.


Perante esses dados, talvez seja possível concluir que o brasileiro encontrou, enfim, na internet uma comunicação em rede e personalizada, com conteúdos que dialogam com a sua realidade. A imprensa tradicional ainda não acompanha esse dinamismo e “em vez de ver a web como um novo meio, com características próprias, as empresas tradicionais a encaram como uma nova ferramenta para distribuir conteúdos, originalmente produzidos em outros formatos” (ALVES, 2006, p. 94).


Não há uma fórmula consolidada


Jornais, telejornais e revistas tornam-se, assim, um pacote limitado de notícias pré-selecionadas, baseando-se em critérios subjetivos de relevância. A crescente busca por informações nas redes sociais impõe uma urgente adaptação dos métodos de trabalho. “Na lógica que a internet está criando, não tem sentido que eu escute algo que não escolhi. Se vou escutar um pacote de notícias, será um pacote que eu forme, de acordo com meus interesses, para ser consumido na hora que eu quiser, onde eu quiser” (ALVES, 2006, p. 97).


O caminho está aberto e a revolução tecnológica a todo o vapor. Não há diretrizes certas ou erradas a serem ou não seguidas, o que há são profissionais tateando e tentando compreender os rumos do jornalismo na era digital, seja na televisão, no rádio ou no jornal. O que já se sabe é que a participação ativa que a internet confere ao público levará ao descobrimento de novos padrões para o exercício da profissão. Ainda não há uma fórmula consolidada, mas, sem dúvida, o público terá um papel fundamental nas decisões desses padrões daqui para a frente.

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Salinas da Margarida: Quatro morrem e cinco ficam feridos em acidente

Foto: Divulgação / Graer

Quatro pessoas morreram na manhã deste sábado (15) devido a uma batida lateral entre dois carros na BA-001, entroncamento da cidade de Salinas da Margarida. De acordo com a polícia, além dos quatro mortos, outras cinco pessoas feridas foram levadas para o Hospital Geral de Santo Antônio de Jesus. A Polícia Rodoviária Estadual informou que um dos carros se trata de um Corsa com placa de Salvador, enquanto o outro, um Palio, tem licença de Taperoá. As quatro pessoas que morreram estavam no Corsa, que ainda levava um dos feridos. Dos quatro ocupantes do Palio, um está em estado grave.



Solidariedade: Casal de jovens precisa de ajuda urgente para suas crianças que estão com sérios problemas de saúde

O jovem casal precisa urgentemente de ajuda. Contribuam (Foto: Whatsapp 97NEWS)

A Semana Santa sempre traz a reflexão sobre a bondade e o amor ao próximo, então, diante disso, um caso que envolve um jovem casal residente à Rua Princesa Isabel, número 9, Bairro São Félix, está chamando a atenção de toda a comunidade brumadense. Eles, que vivem numa situação de vulnerabilidade social, estão com duas filhas, uma de 5 meses e a outra de 1 ano e 3 meses, passando por sérias dificuldades de saúde. Uma delas está com uma doença gravíssima, que depende de respiração mecânica e a alimentação da mesma só pode ser feita por meio de sonda. Para aumentar o drama, a criança tem que fazer uso de um leite especial que custa R$ 120,00 a lata (foto abaixo). Então visando contribuir para a mobilização no sentido de arrecadar fundos para amenizar o drama desta família, o 97NEWS apela aos seus leitores que possam fazer as suas doações de mantimentos, roupas, materiais de limpeza e higiene pessoal, fraudas e de latas do referido leite. Para maiores informações entrar em contato pelo celular (77) 9.9968-8574.  



Quebra-molas particular provoca protestos dos moradores da Afrânio Peixoto

O quebra-molas estaria causando vários transtornos e riscos de acidentes afirmam os moradores (Foto: Luciano Santos | 97NEWS)

Moradores da Rua Afrânio Peixoto, localizada no Bairro Baraúnas, entraram em contato com a redação do 97NEWS para expressar uma forte indignação por uma ação patrocinada por um dono de uma construção, o qual, por conta própria, resolveu instalar um quebra-molas particular em plena via pública. Segundo eles a instalação está em desacordo com as normas de trânsito, além de não estar sinalizada e, o que é pior, não tem a devida autorização por parte do órgão competente que é o SMTT – Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes. Ainda segundo os moradores, após a instalação do quebra-molas vários motociclistas e motoristas acabaram tendo prejuízos nos veículos, além dos riscos de acidentes que teriam aumentando consideravelmente. 



Brumado: Fiéis católicos celebram a Sexta-Feira Santa

A encenação da Via Crucis por membros do CARP foi um dos pontos altos da programação (Foto: Whatsapp 97NEWS)

A tradição da celebração da Sexta-Feira Santa pelos fiéis católicos continua sendo uma das datas mais importantes do calendário do Cristianismo em Brumado. Como em todos os anos a densidade litúrgica foi um dos pontos altos de toda a programação, que se iniciou com as missas matinais. Às 15h foi realizada a celebração da Paixão de Cristo, onde os fiéis tiveram momentos de grande devoção e reflexão. Às 19h aconteceu uma bela encenação da Via Sacra com membros do CARP e, em seguida, foi iniciada a procissão do Senhor Morto (foto abaixo), que se iniciou na Igreja Matriz e percorreu as principais ruas do centro. Em seguida foi feita proferida pelo Padre Cleonídio Alves uma bela homilia reflexiva sobre as 7 últimas palavras de Cristo na Cruz e, fechando a programação, foi realizada a cerimônia do “Beija-pé”. Um grande número de fiéis participou ativamente de todos os eventos, o que vem comprovar que a fé católica em Brumado continua sendo a referência religiosa da cidade. 

(Foto: Whatsapp 97NEWS)


Guanambi: Em tentativa de fuga, brumadense é atingido pela Polícia com um tiro na perna

O tiro atingiu a perna do recluso (Foto: Vilson Nunes l Sudoeste Bahia)

O brumadense Vinicius Silva dos Santos (21) acabou sendo alvejado pela Polícia ao tentar figir da carceragem da delegacia do município de Guanambi. O episódio ococorreu na manhã da última quinta-feira (13) por volta das 10h quando o mesmo tomava banho de Sol. Segundo informações passas pela própria Polícia, Vinícius conseguiu soltar as algemas e pular o muro. Foi iniciada imediatamente uma perseguição e, quando ele, se preparava para saltar outro muro foi atingido por um tiro de advertência, o disparo atingiu a perna do mesmo. Vinícius foi socorrido para o Hospital Regional de Guanambi.



Vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (17) em todo o Brasil

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde anunciou a decisão de antecipar a campanha de vacinação contra a gripe em 2017. Ao contrário de 2016, quando o maior número de registros foi do H1N1, neste ano a maior circulação tem sido do tipo H3N2, aponta a presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Imunizações), Isabella Ballalai. De acordo com a médica, a antecipação do calendário é uma medida acertada, já que no ano passado os casos surigiram antes do esperado, o que provocou uma corrida pelas vacinas. A especialista explica que tanto o H1N1 como o H3N2 são tipos de influenza, portanto não existe um novo vírus em circulação no Brasil. Segundo ela, as variações são igualmente graves.

 



Técnica de enfermagem morre após levar choque ao fazer chapinha

Jovem ainda foi levada para UPA, mas chegou morta ao local

Uma técnica de enfermagem morreu após levar um choque enquanto usava uma chapinha para alisar o cabelo. Maria Kamylla Santa Silva, de 28 anos, estava em casa, no bairro Cidade Tabajara, em Olinda, Pernambuco, e se arrumava para ir a uma festa, na noite desta quinta-feira (13), quando levou a descarga elétrica. O corpo foi encontrado pela mãe de Kamylla, Clarinda Santanam, que chamou socorro. A jovem ainda foi levada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cidade Tabajara, mas chegou morta ao local. O corpo passou por uma necrópsia no Instituto Médico Legal (IML) e foi liberado na manhã de ontem. A técnica de enfermagem era casada e tinha dois filhos, de 10 e 14 anos. O enterro de Kamylla acontece na tarde desta sexta-feira, no Cemitério de Santo Amaro. Em redes sociais, amigos lamentaram a morte de Kamylla e mandaram mensagens de pêsames à família: "Meus pêsames a toda família, e que o Espírito Santo console o coração de vocês!! Fiquem com Deus!!!". "Não acredito. ... Deus console a família". "Nao consigo acreditar que vc se foi, Kamylla".



Está cada vez mais complicado receber ou renovar o auxílio-doença do INSS

(Foto: Reprodução)

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) está mais rigoroso ao conceder ou renovar o auxílio-doença, benefício que garante renda mensal temporária para trabalhadores incapacitados para suas atividades.Com um rombo na Previdência de R$ 152 bilhões em 2016, o governo tem tomado medidas para tornar mais duro o processo de avaliação dos candidatos ao benefício. Desde meados do ano passado, um pente-fino começou a ser feito nos benefícios por incapacidade e tem foco justamente nos auxílios que foram concedidos na Justiça. Balanço da revisão mostra que, de cada dez benefícios, oito estão sendo suspensos.



Angústia’, diz mãe de bebê sequestrada pelo pai em LEM após a separação

Crime ocorreu há mais de uma semana e ainda não há pistas sobre criança. Pai deixou bilhete: ‘Estaremos bem longe de tudo e de todos’.(Fotos: Divulgação)

A jovem mãe Safira Benetino Avelino, de 19 anos, não consegue esconder a angústia por estar há mais de uma semana longe da filha de nove meses.Segundo denúncia feita por ela à Polícia Civil, foi levada pelo ex-marido na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.O bebê foi levado de casa na manhã do dia 6 de abril e a mãe diz ainda não ter pistas do paradeiro da criança. O pai, Carlos Henrique Martins de Araújo, de 36 anos, de quem Safira se separou há três meses, deixou um bilhete dizendo que não seria mais encontrado. “Até agora, nenhuma pista. Não consigo nem explicar o que estou sentindo. É a pior sensação que existe ficar longe de uma filha. Nunca tinha ficado longe dela em nenhum dia. São dias de angústia, sem saber se minha filha está bem”, relatou.



A crise na relação governo-cidadãos

(Foto: Divulgação)

O Rio de Janeiro teve, em sua história, vários governos que causaram danos à sua população, seja por ganhos políticos, seja por incompetência administrativa, seja por interesses econômicos. Talvez haja no seu percurso histórico uma terrível proporção entre a beleza estonteante da cidade e os casos de má administração da coisa pública. E estamos vivendo novamente um caso de falência do Estado. Diante do caos, é preciso fazer algo.


É justa a mobilização político-partidária na tentativa de transformar este estado de coisas. Mas este não é o único recurso. É igualmente importante a atuação das instituições do terceiro setor no intuito de suprir a ausência de políticas públicas, mas, novamente, ela não esgota a atuação em prol de uma cidade. Os partidos políticos atuarão nas casas legislativas e nos espaços proporcionados pela constituição brasileira, da mesma forma que as ONGs continuarão a operar nas lacunas dos governos, mas é possível e é preciso uma outra forma de participação política, que contribua para uma conscientização cívica e uma efetiva transformação do espaço público.

Quem vive na cidade, quem sofre os efeitos da administração pública deste estado, deve posicionar-se em relação aos atos que afetam diretamente sua vida. Não seria efetivamente julgar o governo, pois já existem as eleições para isso, nem criar meios de complementar as ausências de políticas públicas, o que é, de todo modo, preciso, mas, posicionar-se frente ao que acontece na sua cidade. É tentar reduzir o distanciamento natural provocado pela administração pública em relação aos cidadãos que habitam e vivem nas ruas, nos bairros.


É preciso criar uma força dos cidadãos análoga àquela construída pelo governo em momentos de crise. O estado tenta mobilizar os partidos políticos para, neste momento de falência administrativa, dar apoio ao governo e garantir sua continuidade. O estado também busca convencer as forças econômicas e midiáticas a apoiá-lo neste momento e, com isso, criar uma aparência de sustentabilidade. Mas e a população? E nós que, em última análise, elegemos os governantes e vivemos os efeitos práticos resultantes desta administração? É preciso que haja uma atuação de nossa parte. É preciso que lembremos ao Estado o princípio de toda sociedade. Não se trata de participar da administração pública, mas mostrar aos governos temporários – pois em uma democracia, todo governante é temporário – que nós, cidadãos, somos o princípio e a finalidade de qualquer prática público-administrativa. O apoio político é importante no jogo partidário, mas as pessoas que moram nas cidades, que sofrem sequelas das escolhas administrativas devem ser a primeira conquista de um governo que pretenda continuar, que queira resolver uma crise em curso.


Como pode uma administração, em plena crise, antes mesmo de buscar suporte político-partidário, não vir a público pedir desculpas à sua população? Não se trata de uma formalidade. Dirigir-se aos cidadãos e pedir desculpa pelo resultado de uma política implementada por seu governo é, primeiro, reconhecer seu papel de administrador público, é saber que seu governo é responsável, é reconhecer a responsabilidade de toda administração. Segundo, o pedido de desculpa mostra à população que o Estado reconhece nela, na sociedade, sua finalidade primeira. Sabemos que a maioria dos governos não pensa assim, não age assim: por isso, deve-se afirmar a prioridade de qualquer administração pública na cidadania através desta expectativa por um pedido formal de desculpa do governo vigente.


Uma mudança capital


A partir deste posicionamento público da administração, é preciso que o governo exponha ao público os motivos de sua atuação para estancar a crise e demonstre que tais atos serão a melhor forma de reconduzir o Estado para um bom caminho, para um espaço em que seus cidadãos poderão usufruir de um bem-estar social. Pode parecer supérfluo esta prática, mas a política brasileira está tão viciada em disputas internas de poder, em condutas visando privilégios, que o simples fato de o administrador público ter que demonstrar que seu ato administrativo visa, por determinadas razões, melhorar a vida dos cidadãos, torna-se propedêutico para uma política mais justa. Quando não temos o costume de boas práticas – e este é o caso brasileiro – dizer o por quê de uma determinada proposta administrativa, explicando as razões de sua pertinência para a população, passa a ter um caráter educativo para ambos, além de fomentar o próprio espaço público.


Em outros termos, as sucessivas administrações em nosso país, em nossas cidades têm um ponto em comum: mesmo quando produzem bons efeitos para a sociedade, nunca explicitam a centralidade dos cidadãos na construção de uma vida social melhor, são incapazes de construir um diálogo com os cidadãos. Esta é uma das origens da fragilidade de nossas instituições, da falta de políticas públicas de longo prazo. Não é o cidadão quem deve administrar sua cidade; para isso existem os políticos profissionais e as eleições, mas o cidadão não pode permitir ser reduzido por estes mesmos políticos profissionais a meros eleitores sazonais: toda administração deve explicitar sua finalidade a cada ato praticado, deve dizer publicamente e a todo tempo porque o ato praticado pelo Estado é melhor para os cidadãos. Em última análise, um governante só encontra legitimidade no exercício de sua função, ao destinar sua ação à sociedade, e não obtendo votos em uma eleição, cumprindo simplesmente uma formalidade legal circunstancial. Um político torna-se prefeito, não quando é diplomado no final da eleição, mas quando governa a cidade, quando trabalha em função da sociedade. É o exercício que legitima, e não a lei. Não por outro motivo que ditaduras constitucionalmente constituídas não deixam de ser ditadura pelo simples fato de haver uma previsão legal para sua existência.


Esta praxe nos remete a uma questão central: se há uma escassez de administrações públicas no Brasil, ela decorre também de uma carência de cidadãos nas cidades brasileiras. Não há como um funcionar sem o outro: ou bem conseguiremos ter administrações públicas e cidadãos na acepção dos termos ou nada teremos. E pela história de nossos estados e pela situação de nossos governantes, não podemos mais aguardar: é preciso começar uma transformação; e que comecemos então por nós mesmos, moradores das cidades, no intuito de exigirmos, com a mudança de nossa postura, o surgimento de legítimas administrações públicas. Só há, em um efetivo estado democrático, uma administração pública quando existem cidadãos que a reclamam.



O “salve-se quem puder”


Não é a anomia que o Estado brasileiro vive e cultiva obstinadamente em sua história a culpada pela barbárie social, mas, ao contrário, a incapacidade de um laço social entre governo e povo que a possibilita. O “salve-se quem puder” rege, com isonomia, a vida pública brasileira. Um homem que é desprotegido pelo Estado, negando-lhe inclusive a dignidade, é o mesmo homem que, oportunamente, é capaz de entrar em um ônibus sem pagar, mesmo tendo o dinheiro para a passagem, não havendo assim necessidade ou justificativa para seu ato, simplesmente pelo fato de ninguém estar vigiando a porta. É a lógica do saques de beira de estrada transposta para a vida societária. Porque então esperar de outro brasileiro, quando o destino o coloca em posição de auferir vantagens pessoais em detrimento do interesse público um gesto de grandeza moral? Ninguém ousa admitir que diante de uma desigualdade social sem precedentes, haja uma consolidada equidade entre os atores públicos no tocante ao desprezo pela res publica. Não à toa, a ideia de “república” só adquire sentido no Brasil quando descrita em livros de história. A denominação de República Federativa do Brasil é tão estranha ao exercício brasileiro quanto o lema gravada na bandeira nacional: ordem e progresso.


Assim, somente uma afirmação de uma cidadania pela sociedade poderá gerar transformações no poder público, exigindo dos governantes um outro tratamento com a população, não mais de meros votantes, mas de verdadeiros proprietários da sociedade. A relação política entre Estado e sociedade não é uma prosaica ligação entre dois polos, uma intersecção entre um conjunto de instituições e uma multiplicidade de indivíduos; a relação impõe uma contaminação recíproca entre os atores, instaura um processo de constituição mutua. Por isso, um ajuste no ordenamento jurídico, por mais significativo que seja, bem como um gesto individual, por mais grandioso que seja, por si só, não alteram o cenário instaurado. É necessária uma mudança capital na relação política, enfim, na forma de uma sociedade se portar. Quando a sociedade muda, o Estado é inquerido a se transformar compulsoriamente, impondo um novo jogo político, um rearranjo social, que não é nem passível de previsão, nem, tampouco, seguramente favorável, mas, ao menos, é desencadeador da formação de um outro espaço público. E aí o jogo pode mudar.

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Marcelo S. Norberto é professor/pesquisador do Departamento de Filosofia/PUC-Rio

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Nasa anuncia que lua de Saturno pode indicar existência de vida

(Foto: NASA)

Os resultados de uma missão da Nasa em Saturno indicam que podem existir elementos necessários para a existência de vida em uma das luas do planeta. Relatórios publicados nesta quinta-feira (13) em um jornal científico aponta a larga existência de gás hidrogênio abaixo da superfície de um oceano na lua Enceladus. Segundo os pesquisadores, a presença do elemento tem potencial para proporcionar uma fote de energia química para a vida. "Isso é o mais próximo que já estivemos de identificar um lugar com os elementos necessários para um ambiente habitável. Esses resultados demonstram que a conexão entre as missões científicas da Nasa estão nos deixando mais próximos de responder se estamos sozinhos ou não", avaliou Thomas Zurbuchen, administrador do diretório de Missões Científicas da Nasa. Ainda de acordo com a Nasa, a ampla presença de hidrogênio no oceano da lua significa que micróbios poderiam usar o gás para obter energia ao combiná-lo com o dióxido de carbono dissolvido na água. Essa reação química está na origem do surgimento da vida na terra e pode ser fundamental para o aparecimento de vida em outro planeta.