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Adab endurece fiscalização e reduz abate clandestino em Brumado e Região

Com a intensificação da fiscalização a qualidade da carne consumida em Brumado teve uma melhora significativa (Foto: Luciano Santos | 97NEWS)

Em entrevista ao 97NEWS, o gerente regional da Adab em Brumado, Alexandro de Arruda Monteiro, falou sobre a redução no abate clandestino e sobre futuras operações que estão sendo feitas para combater essa prática ilegal não só no município, como em toda a região, bem como as medidas que são tomadas para controlar e punir essa ação que ainda continua sendo praticada. Segundo Arruda, um relatório feito pela ADAB, apontou que de março de 2016 a março deste ano, o abate clandestino em Brumado era tão forte, que o frigorífico Marfibre  por pouco não fechou as suas portas, devido à baixa atividade, com apenas 30 abates por dia de bovinos e  15 abates semanais de suínos.  Com a campanha e o endurecimento da fiscalização "in loco", os números do abate no frigorífico aumentaram e a média diária subiu de forma muito positiva, tanto que atualmente os números são de 120 bovinos ao dia e 300 abates de suínos ao mês. "Isso significa uma diminuição de 300% no abate clandestino, uma vez que o número é o mesmo registrado no aumento da demanda diária de abates no matadouro frigorífico da cidade", ressaltou. De acordo com o gerente da Adab, em Brumado está sendo feito um trabalho em conjunto com a Vigilância Sanitária do Município, no qual todos os estabelecimentos que comercializam carnes foram vistoriados e notificados sobre a forma como estavam armazenando o produto. De acordo com o entrevistado, mesmo com o frigorífico, o abate clandestino era uma opção dos comerciantes para pagar mais barato pela aquisição do produto. Ainda segundo Arruda, a conscientização dos açougueiros e comerciantes tem colaborado com a saúde pública e até mesmo com a própria economia do setor, que ganhou mais confiança dos consumidores. "A população passou a consumir uma carne saudável, e isso alavancou as vendas do setor, pois a carne com registro de inspeção desperta confiança e atrai o consumidor”, ressaltou o gerente. O entrevistado ainda alertou que que os animais abatidos clandestinamente geralmente são de origem duvidosa, isto é, animais que podem estar doentes, pois não passam pelo controle sanitário, o que gera riscos à saúde do consumidor, inclusive tem patologias que são transmitidas imediatamente, como a brucelose e a tuberculose, além das indiretas e das contaminações que o manejo inadequado pode causar.



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